Palavras do gestor: previsão para 2018

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O Índice Bovespa encerrou o mês de dezembro com alta de 6,16% em relação ao mês anterior, aos 76.402 pontos. No acumulado do ano, a bolsa encerrou com alta de 26,86%, embora tenha atingido o ganho máximo em outubro de 27.83%, quando o Ibovespa fechou em 76.990 pontos.

Em 2017, apesar de um ano difícil, com alta volatilidade na bolsa e no câmbio, o ano encerrou melhor que o esperado, conforme quadro abaixo:

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Em dezembro, os IPOs de Petrobras BR (BRDT3 – preço IPO R$ 16,00) e Burger King Brasil (BKBR3 – preço IPO R$ 18,00) foram realizados sem muita euforia. Hoje, as ações da BRDT3 estão com ganho de 8,25% e da BKBR3 com perda de 1,28%.

Podemos relacionar alguns pontos negativos e positivos para o mercado: 1) Na Previdência, o Governo precisaria de 308 votos dos 513 deputados para passar a reforma, entretanto, ficou bem aquém dessa necessidade, assim, o presidente Michel Temer foi derrotado nas negociações, postergando a votação para fevereiro de 2018. 2) A bolsa voltou a melhorar com a entrada de recursos dos investidores estrangeiros de R$ 3,650 bilhões. 3) A boa notícia no mês, foi a nova data para a 2ª sentença do ex-presidente Lula, que ficou para 24/01/17. 4) Outro ponto importante, o temor do rebaixamento das agências de rating, esperado para dezembro, acabou não ocorrendo. 5) Nos EUA, a Câmara e o Senado aprovaram a maior reforma fiscal dos últimos 30 anos, com o maior corte de impostos.

Para 2018, apesar da alta volatilidade que teremos pelo julgamento do Lula em janeiro, aprovação ou não da Previdência em fevereiro e a partir disso, a baixa previsibilidade das eleições presidenciais de 2018 continuamos otimistas com alta de 17,80% para a bolsa ante a taxa Selic de 7%.

Os dados econômicos, inflação e nível de atividade, continuarão positivos. Haverá crescimento na expansão de crédito, menor nível de desemprego e maior expansão da Produção Industrial. Segundo dados da Conab, a safra agrícola 2017/2018 prevista é queda de 4,4%, de 227,5 milhões ton. ante 238 milhões de ton.; apesar da queda não deixam de ser bons.  O dólar ficará por conta da aprovação da Previdência, das eleições e também, nos EUA, já que o drástico corte dos impostos, fará com que os EUA compartilhem esse problema com o resto do mundo, com aumento da taxa de juros na tentativa de levar recursos para os EUA.

Enfim, muitas incógnitas, mas temos confiança que o saldo será positivo, com novos IPOs, grande otimismo com fusões e aquisições e consequentemente, entrada de investidores externos.

Como já divulgado em novembro/2017, estamos colocando as perspectivas e as projeções para o ano de 2018.

Índices – Ano de 2018
PIB 2,50%
Inflação (IPCA) 4,50%
Selic 7%
Câmbio R$ 3,45
Balança Comercial US$ 50 bilhões
Ibovespa (variação de 17,80) 90.000 pontos

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