Selloff nos mercados globais

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Mercados Globais

O dia é de continuação do selloff global que foi iniciado na segunda-feira. Os mercados globais foram pegos pela maior queda nos índices americanos desde setembro. Os índices futuros nos EUA continuam sinalizando uma queda nesta terça-feira. Na Ásia, o principal índice do continente registrou queda de 1,02%: Tóquio teve uma queda de 1,43% e as bolsas de Hong Kong e Xangai também cederam, caindo 1,09% e 0,99%, respectivamente. Na Europa, o índice Eurostoxx 600 aponta para uma nova queda, desta vez de 0,58%.

O dia é de queda para o dólar e para os preços do petróleo. Os investidores antecipam o resultado da reunião de política monetária do FOMC, como o mercado prevê, não deve haver uma alteração no fed funds rate em Janeiro. Isto poderia alterar a percepção dos agentes econômicos e leva-los a um nervosismo generalizado; o mais provável é que haja uma alta em março, o que condiz com a alteração dos juros de forma gradual.

Brasil

O mercado local abriu em queda, entrando em sintonia com o mercado externo. Ontem, a Fibria deu início ao calendário de balanços, divulgando um lucro líquido de R$ 280 milhões no quarto trimestre e R$ 1,093 bilhão em 2017. O banco Santander continuará o calendário e até o final desta semana, teremos mais oito empresas divulgando os seus respectivos resultados.

O presidente do Banco Central — Ilan Goldfajn — discursou hoje, comentando sobre a tendência (de queda) da inflação. Ilan disse ainda que a expectativa para o crescimento do PIB neste ano está entre 2,5% a 3% e apelou a favor da reforma, alertando que deve-se aprovar a reforma enquanto o cenário externo é favorável.

Hoje, ainda houve a divulgação do índice de preços ao produtor pelo IBGE. O IPP registrou uma variação de 0,46% em dezembro, fechando o ano com uma alta acumulada de 4,18%. No mês, as indústrias extrativas exerceram a maior influência, tendo um avanço de 4,59% e o equivalente a 0,17 ponto percentual no índice. Todos os produtos da indústria extrativa apresentaram uma variação positiva, o destaque deste mês foi o minério de ferro enquanto o destaque no acumulado foi para os minérios de cobre. Veja abaixo, a variação mensal do índice de preços ao produtor:

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