Cai o número de empresas listadas na Bovespa; índice é o menor desde 2005

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Uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo publicada nesta segunda-feira (19), revelou que os investidores do Brasil tem cada vez menos “opções de ações para comprar na B3“. No total, o número de empresas com papéis negociados no pregão chegou a 344 no fim de 2017. Segundo a publicação, esse é o menor número desde 2005.

De acordo o jornal, muitas companhias deixaram o mercado de capitais, nos processos OPAs (Ofertas Públicas de Aquisição das próprias ações). E as poucas empresas que listaram sua ações, não foram suficientes para compensar todas as saídas.

Para se ter uma idéia, em 2017, seis companhias registraram na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ofertas de aquisições de ações para sair da bolsa paulistana. Já em 2016, haviam sido 13. No período de cinco anos, 36 seguiram essa alternativa. Entretanto, no mesmo período, as aberturas de capital foram 23.

O professor da Fecap e sócio-fundador da Direzione Consultoria, Alexandre Di Miceli, contou ao Estadão, que a saida das companhias da B3 “não é exclusivo no Brasil”. Segundo Di Miceli, o número de empresas listadas nas bolsas de outros países vem caindo nos últimos anos – menos nos desenvolvidos.

Ele conta que “existe uma percepção entre os empreendedores de que o mercado de ações tem se tornado cada vez mais especulativos e focado no curto prazo”, acrescentando que para tentar evitar a pressão por entregar bons resultados, muitas companhias tem encontrando outras alternativas, como o Fundo de private Equity.

Fundo de private equity

O fundo de private equity é reponsavel por comprar empresas que ainda não são negociadas na Bolsa. O gestor descobre as companhias em uma fase anterior àquela em que são listadas e ajuda a organizar a gestão e a acelerar o crescimento.

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