Emissões de empresas de maior risco da América Latina somam US$ 27,2 bi em 2017, 22% a mais, diz Moodys

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O volume de emissões de empresas latino-americanas de maior risco, com ratings de alto rendimento (high-yield), alcançou US$ 27,2 bilhões em 2017, 22% acima dos US$ 22,3 bilhões em 2016, informa a agência Moody’s Investors Service em seu relatório trimestral “Latin America High-Yield Chart Book”. No quarto trimestre de 2017, as emissões da região desse tipo de empresa somaram US$ 1,8 bilhão, abaixo dos US$ 4,5 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Petrobras lidera com US$ 17,6 bi

O volume de emissões na região permanece altamente concentrado e liderado pela Petrobras (PETR4), diz a Moody’s. A estatal brasileira respondeu por 65% de todas as emissões corporativas não financeiras no ano passado, com US$ 17,6 milhões em dívida emitida em 2017. Ainda assim, houve 33 emissões de 24 companhias diferentes no ano passado, mais que as 24 de 15 emissores em 2016. Além disso, a melhora no perfil de crédito dos emissores resultou em juros (cupons) médios mais baixos e prazos médios mais longos. Uma concentração maior de emissões ocorreu com prazos de vencimento de 7 anos ou mais.

Mercado deve continuar favorável para as high-yield

Olhando adiante, a Moody’s espera que as emissões high-yield na América Latina permaneçam sólidas, sustentadas pela busca global por melhores rendimentos. Companhias com rating Ba e acima continuarão sendo as mais beneficiadas pelo apetite dos investidores. No entanto, as necessidades de refinanciamento em 2018 serão reduzidas, uma vez que apenas US$ 3,9 bilhões em vencimentos de dívida precisarão ser absorvidos pelo mercado. Deste total, as companhias de petróleo e gás YPF, Petrobras e PDVSA representam 43%.

Calote diminui

O índice de default para companhias com rating de grau especulativo caiu para 0,6% nos últimos 12 meses encerrados em dezembro, de 5,1% em dezembro de 2016. O índice de defaults deve continuar baixo ao longo deste ano, na casa de 1%. A Moody’s espera que o índice geral de defaults suba ligeiramente junto com o “high-yield spread”, diferença entre o que pagam as empresas de menor risco e o que têm de pagar as de pior classificação, embora continuem abaixo de outras regiões. 

Em relação à avaliação de covenants (determinadas condições de desempenho impostas pelos credores que podem antecipar a dívida ou aumentar os juros),  a Moody’s observa que o indicador médio de qualidade de covenant de 3,17 no quarto trimestre é moderado e está em linha com a média de 3,07 para o período ente janeiro de 2011 e dezembro de 2017.

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