Fique de olho: juro a 6,75%, Fux defende Ficha Limpa, Temer aceita mudar Previdência

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Para aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer admitiu ceder na regra de transição para ingressos no serviço público até 2003. O presidente também pode abrir mão do limite de dois salários mínimos no caso de acúmulo de aposentadorias e benefícios, ampliando-o para o teto da Previdência Social. “Se decidirem que o acúmulo da pensão não será até dois salários mínimos, como está no projeto que vai ser apresentado amanhã (7), e chegarem à conclusão de que deve ser o teto da Previdência Social, de R$ 5.645, eu penso que, por força do diálogo, poderá eventualmente chegar a isso. De igual maneira, a questão daqueles anteriores a 2003, uma regra de transição”, disse o presidente, em entrevista ao Jornal da Band,, exibida na noite desta terça-feira (6). Na entrevista, Temer voltou a citar a economia de R$ 600 bilhões que o atual texto da reforma trará em 10  anos, mas admitiu uma redução desse número “para R$ 480 bilhões ou qualquer coisa assim”. O presidente abraça a ideia de que uma redução na economia prevista é melhor do que economia nenhuma. O governo já vinha sinalizando a disposição para o diálogo. Os únicos pontos inegociáveis, de acordo com o próprio presidente e seus ministros, são o aumento da idade mínima para aposentadoria, além da unificação do limite de benefício, algo que o governo tem chamado de “fim dos privilégios”.

Temer admite mudar mais a reforma da Previdência: melhor alguma economia que nenhuma

Copom deve reduzir juros básicos hoje para 6,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide hoje (7), em Brasília, se deve baixar a taxa básica de juros de 7% para 6,75% ao ano, conforme expectativa do mercado financeiro. A decisão do Copom, na primeira reunião deste ano, será divulgada no começo da noite. Se a expectativa se confirmar, será o 11º corte seguido na taxa básica. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, até então o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia, chegando a 7% ao ano em dezembro de 2017.

No comando do TSE, Fux diz que será irredutível na aplicação da Lei da Ficha Limpa

O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, disse ontem (6) que a Justiça Eleitoral será irredutível na aplicação da Lei da Ficha Limpa, norma sancionada em 2010 e que impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça. Durante seu discurso de posse, Fux também afirmou que o TSE pretende combater a difusão de notícias falsas, as chamadas fake news durante a campanha eleitoral. “A estrita observância da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2018 se apresenta como pilar fundante na atuação do TSE. A Justiça Eleitoral, como mediadora do processo político sadio, será irredutível na aplicação da Ficha Limpa”, disse o ministro. Sobre a difusão de notícias falsas, o novo presidente do TSE disse que a campanha política não pode ser baseada na destruição da honra dos concorrentes por meio das redes sociais. Para Fux, não se trata de impedir a manifestação livre de expressão, mas de neutralizar comportamentos abusivos no período eleitoral. O presidente da Corte Eleitoral também anunciou que o combate a notícias inverídicas será feito com ajuda da imprensa e de uma força-tarefa formada por agências de inteligência brasileiras, Polícia Federal, das Forças Armadas e de empresas de internet.

Mercados começam dia mais calmos

Com exceção da bolsa chinesa, que fechou o pregão em ligeira queda, os mercados acionários operam majoritariamente no campo positivo nesta manhã de quarta-feira. Segundo o Departamento Econômico do Bradesco, o movimento na bolsa do Japão, que encerrou o dia em alta, e nos índices das principais bolsas europeias, cujos índices avançam, devolve parte da queda registrada nos últimos dias. Porém, os futuros dos índices das bolsas dos EUA sugerem ligeira queda. No mercado de divisas, o dólar perde valor frente às principais moedas, exceção feita ao iene. O Bradesco destaca que hoje serão conhecidos os dados dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, que devem ter recuado na última semana. No mercado de commodities, as cotações do petróleo operam em alta, refletindo a expectativa de queda nos estoques do produto. Essa tendência de alta se verifica entre as industriais e as agrícolas, que registram ligeira alta. No Brasil, o mercado de juros deve reagir ao cenário de redução da aversão ao risco nos mercados globais e na expectativa da decisão de política monetária, no final da tarde de hoje, diz o banco.

Merkel consegue acordo para governar Alemanha

A direção do Partido Social-Democrata Alemão (SPD) confirmou nesta quarta-feira (7) que chegou a um acordo com o bloco conservador da chanceler Angela Merkel, para reeditar a grande coalizão de governo. A informação é da Agência EFE. “Cansados, mas contentes”, destacaram nas redes sociais os principais dirigentes do SPD, junto com uma selfie em que o presidente do partido, Martin Schulz, aparece sorridente ao lado dos seus companheiros de delegação. Segundo explicaram, o acordo está pronto e agora estão sendo definidos apenas os últimos detalhes do texto, que será depois analisado pelos 35 membros da equipe negociadora. A notícia do pacto entre a União Democrata-Cristã, da chanceler, sua ala bávara da União Social-Cristã (CSU) e o SPD vazou à imprensa após 24 horas de negociações ininterruptas em Berlim e depois de ultrapassado o prazo que os partidos haviam fixado para alcançar um acordo. Segundo a imprensa alemã, os sociais democratas estariam à frente de três importantes ministérios no futuro gabinete: Finanças, Relações Exteriores e Trabalho. A formação do governo depende agora da consulta vinculativa à qual estão convocados os 463.723 militantes do SPD, um partido dividido pela reedição da grande coalizão com Merkel após seu baixo desempenho eleitoral em setembro.

Aumentam financiamentos para compra de carros

No ano passado, o sistema financeiro liberou R$ 101,1 bilhões para a compra de veículos, com alta de 22,9% na comparação com o ano anterior. Os dados são da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Em 2016, foram liberados R$ 80,2 bilhões. Os números superaram a expectativa da associação de negociar R$ 90,6 bilhões nas operações de financiamento e leasing. A Anef aponta a redução da taxa de juros como um dos motivos do aumento da procura por crédito. De acordo com balanço da associação, nos bancos das montadoras os percentuais foram de 18,85% ao ano e 1,45% ao mês, os menores desde dezembro de 2014. Os índices cobrados por instituições independentes, por sua vez, ficaram em 22,3% e 1,69%, respectivamente. A expectativa da Anef para este ano é que o mercado continue aquecido. A associação estima que o volume de recursos liberados cresça 15,1%, passando de R$ 101,1 bilhões para R$ 116,4 bilhões.

PTB insiste em Cristiane Brasil para o Trabalho

O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), disse ontem (6) que a sigla mantém, mais uma vez, a indicação da deputada Cristiane Brasil (RJ) para assumir o Ministério do Trabalho. Os questionamentos jurídicos à posse da parlamentar no cargo, segundo ele, devem ser resolvidos pela Justiça. A declaração foi dada após reunião da bancada do partido, na qual os integrantes da legenda na Câmara mantiveram de forma “unânime” o apoio à deputada. Reafirmaram ainda que  até o momento não há um plano B para a indicação. “Temos um problema real, que é da Justiça, e é ela que tem que dar a palavra final. A Justiça decidindo sim, quem decide é a Cristiane, se ela vai ser [ministra]. Dizendo não, quem decide aí é o partido ou a bancada, se vai indicar outro ou se vai deixar a cargo do presidente [Michel Temer]. Isso é problema também do presidente. Ele que fez essa indicação, quem tem essa prerrogativa que é privativa do presidente da República”, disse o líder. Indicada pelo presidente Michel Temer há pouco mais de um mês para o cargo, Cristiane Brasil não tomou posse até hoje devido a uma série de decisões liminares, da primeira e segunda instâncias, que atenderam a questionamentos sobre a legitimidade de a deputada assumir o ministério após ter sido condenada pela Justiça do Trabalho. Atualmente, o caso está no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações da Agência Brasil, agências internacionais e locais e jornais.

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