Atenções voltadas ao Fed e ao BCB

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Nesta quarta-feira (21), os negócios devem ser especialmente impactados pelas expectativas em torno da decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (ou FOMC, na sigla americana).

Mercados Globais

Com base nos dados macroeconômicos dos Estados Unidos e levando em consideração as projeções do mercado, podemos presumir que uma alta do Fed Funds em 25 pontos base é quase certa. O que o mercado espera avaliar é se haverá três ou quatro altas da taxa básica neste ano.

Sendo assim, os mercados devem reagir com maior intensidade aos comentários de Jerome Powell ao discursar 30min (às 15h30) depois da divulgação da taxa-alvo. Lembrando que uma alta de 25 pontos base elevará a taxa para a faixa entre 1,50-1,75. Veja a série da taxa básica desde 2000:

 

O dólar sofre uma desvalorização ante o euro e tem uma correção, já o índice para o dólar tem uma queda de 0,23%. A libra esterlina também se valoriza frente ao dólar, reagindo aos bons indicadores para o mercado de trabalho britânico. O mercado de câmbio tem volumes reduzidos, mantendo um tom de cautela antes do Fed.

Os títulos de 10 dos principais países no mundo têm uma ligeira alta. Na Ásia, os mercados fecharam sem uma direção firme, com uma realização nas bolsas chinesas e feriado no Japão. Na Europa, as bolsas apresentam uma queda moderada, assim como os índices futuros de Wall Street.

No mercado de commodities, destaque para mais um dia de alta para os preços do petróleo, que são suportados pelo risco geopolítico no Oriente Médio, protagonizado por Irã, Arábia Saudita e EUA. Às 11h30, os Estados Unidos divulgarão os estoques de petróleo bruto, que devem apresentar uma variação positiva de 2,600 Mb/d.

Brasil

Com uma alta de 0,05% no índice futuro, o mercado local aguarda não só a decisão do FOMC mas também a decisão de política monetária do Copom. Por aqui, o mercado estima que haja uma queda da Selic de 6,75% para 6,50%. A divulgação ocorrerá após o fechamento do mercado, tendo um impacto reduzido nos negócios de hoje. O contrato futuro de DI para 2021 cai para 8,280% e o dólar registra uma queda de 0,4%.

O apetite ao risco deve ser limitado pelo impasse no STF, ainda discutindo a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Na contramão do cenário político, o noticiário corporativo apresenta uma série de dados importantes como balanços (Bradespar, por exemplo) e o relatório de produção da Petrobras.

 

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