Consumidor economizou e investiu mais em 2017, mas descuidou das dívidas no 2º semestre, mostra pesquisa

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Impulsionada pelo avanço dos investimentos e das economias feitas mensalmente, a Saúde Financeira do brasileiro apresentou leve melhora em 2017. É o que revela o Índice de Saúde Financeira (ISF) calculado pelo aplicativo de finanças GuiaBolso, que apontou entre dezembro de 2016 e o mesmo mês do ano passado uma alta de 0,73%, para 412 pontos.

A pontuação, no entanto, não foi a melhor registrada no ano. Em julho, o ISF havia ficado em 416 pontos. Três parâmetros são usados na elaboração do indicador: fluxo de caixa (economia feita entre os ganhos e gastos mensais), investimentos (se a pessoa fez aplicações) e dívidas (se a o consumidor pagou juros de dívidas caras, como, por exemplo, cheque especial).

Mais economia e mais investimentos

De acordo com os coordenadores da pesquisa, no primeiro semestre de 2017, as finanças das pessoas melhoraram principalmente por conta da maior economia feita mensalmente, e também do maior valor investido. O movimento ocorreu em um momento em que o governo permitiu o saque do saldo do FGTS inativo por quem havia saído do emprego até dezembro de 2015.

Economia feita mês a mês aumentou 3,6%

O parâmetro que mostrou melhora mais significativa no ano foi a economia feita mensalmente, que avançou 3,6% no período analisado. Em dezembro, o fluxo de caixa apresentou a maior pontuação de 2017: 140,9 pontos. Essa mesma tendência foi seguida nos investimentos, que subiram 2,93% no ano e fecharam 2017 também com a maior pontuação (66,8 pontos).

Aplicação com recursos extras de fim de ano ainda é pequena

Para Thiago Alvarez, presidente do GuiaBolso, o brasileiro aproveitou o aumento da renda no fim do ano, com 13º salário e bonificações, para investir mais. Mas, de maneira geral, a pontuação desta categoria ainda é baixa, indicando que as pessoas aplicam pouco. “É natural que conforme as pessoas consigam economizar mais, seja aumentando a renda ou diminuindo os gastos, parte desta poupança seja direcionada a investimentos”, destaca.

Maior descuido com pagamento de dívidas

O lado negativo apontado pelo estudo é que, ao mesmo tempo em que poupou e investiu mais, o brasileiro também se descuidou nas dívidas, pagando mais juros. A nota de dívidas, de acordo com o levantamento, recuou 1,82% em 2017.

Até julho, este indicador vinha ficando estável e até subindo em alguns momentos do ano, tendo atingido seu pico em julho (208,9 pontos). A partir de então, passou a recuar e fechou 2017 em 204,7 pontos. “Quando este indicador sobe, significa que as pessoas pagaram menos juros; quando recua, é um indicativo de que o consumidor aumentou o valor pago em juros no cheque especial”, explica Alvarez.

Ele lembra ainda que, no segundo semestre do ano passado, os dados do IBGE mostram uma melhora no desemprego do país, o que pode ter aumentado a renda das pessoas, mas também dado confiança para que elas usassem este tipo de crédito.

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