Equatorial guarda R$ 4 bilhões em caixa contra volatilidade eleitoral, afirma diretor

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Em teleconferência com investidores, o diretor financeiro da Equatorial (BOV:EQTL3), Eduardo Haiama, afirmou que a empresa fechou 2017 com R$ 4 bilhões em caixa para lidar com a eventual volatilidade eleitoral nos mercados e para aproveitar possíveis oportunidades de negócios, como os leilões das concessionárias da Eletrobras (ELET3)(ELET6).

Sobre o alto valor de caixa, Haiama alegou que a ideia não é segurar a posição por muito tempo. “Não é desejo de ninguém ficar carregando um caixa assim muito acima da necessidade… Mas como a gente viu que as condições estavam boas e que com isso a gente evitava o período de potencial volatilidade, até outubro deste ano pelo menos, então foi muito com essa estratégia”, justificou.

“Tem a privatização das federalizadas (distribuidoras da Eletrobras) e a gente está olhando fusões e aquisições de uma forma geral”, afirmou. Porém, o executivo destacou que a única “certeza” por enquanto é a construção de linhas de transmissão arrematadas em leilões em 2016 e 2017, que devem exigir um investimento de R$ 4,7 bilhões e ficarão prontas a partir de 2022.

“Parte dessas obras provavelmente vai começar no período eleitoral deste ano. Por mais que o mercado esteja aparentemente um pouco mais tranquilo, vai ter sempre uma volatilidade, e por prudência a gente não quer correr o risco”, pontuou.

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