Foco nos resultados corporativos e no mercado de petróleo

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Mercados Globais

Nos EUA, a agenda continua relativamente fraca e os mercados mantém o seu foco nos resultados corporativos, e há uma certa expectativa em relação ao Livro Bege, a ser divulgado pelo Federal Reserve às 15h00. O retorno dos treasuries têm uma alta, enquanto os índices futuros dos S&P, Dow e Nasdaq registram altas em torno de 0,3%, sinalizando uma abertura de alta em Wall Street — a terceira seguida.

Algumas das empresas negociadas nos Estados Unidos que terão os seus resultados acompanhados pelos mercados são: Alcoa, American Express, Abbott, Canadian Pacific, Morgan Stanley, U.S. Bancorp, etc. Ou seja, a agenda corporativa lá fora é importante, enquanto os indicadores econômicos podem ser ignorados momentaneamente, mesmo com o livro bege no radar e uma série de discursos de dirigentes do Fed.

Atenção também ao mercado de petróleo, em dia de relatório americano sobre a commodity. A expectativa é de que haja uma queda semanal nos estoques de petróleo bruto, e o WTI registra forte alta de 1,6%, subindo para US$ 67,7 o barril.

Mesmo com produção historicamente alta (veja no gráfico acima) nos EUA, os preços sobem com a narrativa de menor oferta global (pressionada pela OPEP) e tensões no oriente médio. Além disso, a forte demanda por petróleo tem sido vista nas refinarias americanas. 

Brasil

No Brasil, o Ibovespa segue em alta em torno de 1,0%, ensaiando a sua segunda alta consecutiva, na tentativa de zerar suas perdas recentes. Com dólar e contratos DI em queda, o mercado se anima com a forte alta das commodities. O índice acionário é impulsionado pela alta das siderúrgicas, mineradoras e empresas do setor financeiro.

No mercado local, ainda tivemos o primeiro resultado trimestral a ser divulgado por uma empresa que compõe o Ibovespa. A Weg (WEGE3) registrou um lucro líquido de R$ 285 milhões, uma alta de 10,6% em relação ao lucro do primeiro trimestre de 2017 (R$ 258 milhões). Em sua publicação, a empresa comentou que houve um crescimento da receita operacional líquida, impulsionado pela melhora da conjuntura econômica e pela maior participação de novos negócios na receita, como usinas de energia solar, por exemplo. No lado negativa, nota-se o aumento da dívida, com uma menor disponibilidade de caixa.

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