Reversão do cenário corporativo americano e rally das commodities

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Mercados globais

Ontem, o Dow teve um fechamento de queda, encerrando a sequência de altas graças ao desempenho da IBM (veja o gráfico), que registrou queda de 7,53% após apresentar lucros abaixo das expectativas do mercado, levando consigo as ações do setor de tecnologia. O S&P e o Nasdaq encerraram seus negócios com o índice bem próximo de zero, com alta de 0,08% e 0,19%, respectivamente. Como consequência da reversão do cenário para a safra de balanços, os índices futuros dos Estados Unidos sinalizam uma abertura de queda. Os índices europeus têm uma alta moderada, enquanto as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de energia e materiais básicos devido ao rally das commodities.

Em relação ao rally das commodities, movimento foi fortemente influenciado pelas sanções americanas impostas a uma empresa russa — grande produtora de alumínio. Com altas de aproximadamente 9% do níquel (16% em dois pregões), alta de quase 7% do minério de ferro e uma sólida tendência de alta nos preços do petróleo: o dia promete ser bastante positivo para as empresas exportadoras de matérias primas. Veja abaixo, o índice de commodities da bloomberg:

Brasil

O índice futuro do mercado acionário local sinaliza uma alta, e devemos ter uma influência positiva do índice de materiais básicos, como Vale e Petrobras. No entanto, há de se levar em conta a queda em Wall Street e a forte alta de ontem no mercado local, que podem limitar ganhos. Sem uma agenda relevante para indicadores econômicos e resultado corporativo, o mercado deve aguardar o IPCA de amanhã. O dólar registra alta de 0,3%, e os contratos DI são negociados em alta.

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