Dia de Copom e dólar

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Ontem os mercados foram assolados por nova alta do dólar, tanto no mercado internacional quanto local. No Brasil, dia tenso com a taxa cambial beirando R$ 3,70, mas fechando com valorização de 0,99% e cotado a R$ 3,663. Na B3 dia de queda, reagindo um pouco no final, mas encerrando com queda de 0,12% e índice em 85.130 pontos. Nos EUA, mercados em queda mais forte.

Hoje mercados da Ásia terminaram o dia em queda (exceto Seul), Europa operando levemente positiva depois de início mais fraco e futuros do mercado americano passando para o campo positivo. No Brasil, há espaço para buscar recuperação, mas exterior inibe e ainda temos expectativas com relação a decisão do Copom sobre juros. De qualquer forma, enquanto não vazar para cima o patamar de 86.300 pontos, permanece sem definição no curto prazo.

No Brasil, o governo terá que mudar a lei se quiser pagar com óleo a cessão onerosa que discute com a Petrobras para leiloar excedentes da área do pré-sal. Só para lembrar, a Petrobras adquiriu direito de explorar 5,0 bilhões de barris, pagando ao Tesouro R$ 74,8 bilhões, naquela “maquiagem” de Arno Augustin.

Na China, durante a madrugada foi anunciado que o preço médio de moradias em abril subiu 0,6%. No Japão, a primeira leitura do PIB do primeiro trimestre mostrou contração de 0,2% (previsão de estabilidade), mostrando que o presidente do BoJ, Kuroda, tem razão em não reduzir a flexibilização da política monetária.

Na Argentina, o governo conseguiu rolar ontem US$ 26 bilhões em títulos Lebac de curto prazo. Na Coreia do Norte, expectativa sobre reunião de cúpula com Donald Trump por conta do cancelamento do encontro das Coreias em função de exercício militares com os EUA. Na Alemanha, a inflação medida pelo CPI de abril ficou estável e a taxa anualizada em 1,6%, como previsto.

Na zona do euro, esse mesmo indicador desacelerou para +1,2% anualizada em abril no mês inflação de 0,3%. No Reino Unido, complicou mais a situação de Theresa May por conta de rejeição do parlamento escocês do projeto sobre o Brexit. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,49%, com o barril cotado a US$ 70,96. O euro era transacionado em queda para US$ 1,178 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 3,06%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commoditiesagrícolas com comportamento misto.

No cenário local, o Bacen anunciou o IBC-Br de março com contração de 0,74%, com ajuste e pior que o previsto. No primeiro trimestre, alta de 0,86%, mas na média do trimestre queda de 0,13%. A FGV anunciou o IGP-10 de maio em alta de 1,11%, acumulando no ano 3,18% e em 12 meses com +3,58%. O governo publicou novo decreto sobre a privatização da Eletrobras e a empresa teve resultado ruim no trimestre com o lucro encolhendo 96%, em R$ 56 milhões.

No mercado, dólar começando em nova alta de 0,28% e cotado a R$ 3,673, os juros dos DIs em queda e na B3 mercado em leve queda de 0,11%. Vamos ter ainda indicadores nos EUA com capacidade de interferir no mercado e, depois de pregão encerrado, a decisão do Copom sobre juros com a Selic podendo cair mais uma vez para 6,25%.

Bom dia e bons negócios.

Economista chefe do Home Broker Modalmais, atua há mais de 40 anos no mercado financeiro. Foi presidente da Bolsa Brasileira de Futuros (BBF), Presidente da Apimec, conselheiro da BVRJ e de empresas de capital aberto. Além de contribuir ativamente com artigos e entrevistas para os diversos veículos de economia e finanças pessoais deste país.

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