Grupo Peixoto de Castro (GPCP3 e GPCP4) apresentou lucro de R$ 6.84 milhões no 1º trimestre de 2018

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A companhia Grupo Peixoto de Castro anunciou um lucro líquido de R$ 6.84 milhões no 1º trimestre de 2018, valor 341,75% superior ao prejuízo líquido de R$ 2.83 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o 4º trimestre de 2017 (lucro líquido de R$ 124.9 milhões), houve forte queda na performance da empresa.

Já a receita líquida da companhia aumentou 69,96% de um ano para o outro, passando de R$ 110.3 milhões para R$ 187.46 milhões. Em relação ao último trimestre (R$ 138.18 milhões), a receita aumentou 35,67%.

Os ativos totais da GPC Part totalizaram R$ 830.79 milhões no 1º trimestre de 2018, soma 14,27% maior que o saldo de R$ 727.04 milhões registrado no encerramento do mesmo período do ano anterior.

O patrimônio líquido da companhia, por sua vez, apresentou expansão de 207,46%, ao comparar todos os valores contábeis que os seus sócios possuíam no fechamento do 1º trimestre de 2018 (R$ 191.82 milhões) com a mesma data em 2017 (R$ 62.39 milhões).

A dívida líquida ficou em R$ 104.01 milhões no encerramento do 1º trimestre de 2018, queda de 27,54% ante os R$ 143.54 milhões registrados no ano anterior.

Todos estes dados referem-se à consolidação do resultado financeiro da companhia GPC Participações (BOV:GPCP3 e BOV:GPCP4) com o resultado financeiro de todas as suas companhias subsidiárias (empresas controladas, de maneira direta ou indireta, pela companhia) relacionadas ao 1º trimestre de 2018.

Resultado da GPC Participações nos Últimos 12 Meses

A companhia GPC Participações acumulou um lucro líquido de R$ 124.12 milhões nos últimos doze meses, período entre o 2º trimestre de 2017 e o 1º trimestre de 2018. Esse valor é 8,45% superior ao lucro líquido apurado na soma dos quatro trimestres do ano anterior (R$ 114.46 milhões). Já a receita líquida da companhia aumentou 15,95% entre o acumulado do último ano (R$ 483.88 milhões) e o acumulado dos últimos doze meses (R$ 561.04 milhões).

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Conheça a Grupo Peixoto de Castro

Fundado em 1929 pelo patriarca, Antônio Joaquim, o Grupo Peixoto de Castro já foi um dos mais importantes conglomerados do país. No auge, foi dono da Refinaria de Manguinhos e de cinco outras empresas.

A decadência financeira começou em 2005, quando a refinaria paralisou parte da produção em razão da alta do preço internacional do petróleo e da competição com a Petrobras.

Endividada, a família vendeu a empresa em dezembro de 2008. Os outros negócios do clã foram caindo como dominós. Em abril, o grupo pediu recuperação judicial para se proteger dos credores da dívida de 248 milhões de reais. As ações do grupo na bolsa de valores foram suspensas.

O pedido de recuperação judicial é efeito direto do rolo em que os Peixoto de Castro se meteram com seu banco, o Prosper — liquidado em 2012 pelo Banco Central após anos de problemas. Em 2008, durante a crise que se abateu sobre os bancos médios brasileiros, o Prosper esteve perto de quebrar.

Para continuar vivo, o banco negociou um empréstimo de cerca de 50 milhões de reais com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), órgão que protege depósitos de correntistas de bancos brasileiros. Mas a solução foi temporária. Em 2011, o patrimônio do Prosper ficou abaixo do patamar mínimo exigido pelo Banco Central.

Os donos resolveram vender. No fim de 2011, bateram à porta dos Índio da Costa, então donos do banco Cruzeiro do Sul e com quem tinham uma relação de longa data.  Além de membros das duas famílias serem colegas no conselho consultivo do Jockey Club, no Rio de Janeiro, seus bancos venderam carteiras de crédito um ao outro no passado.

A compra do Prosper pelo Cruzeiro do Sul foi fechada no fim de 2011 por 55 milhões de reais (10 milhões para a família, 45 para pagar o empréstimo com o FGC). Só que, em junho do ano passado, o Banco Central interveio no Cruzeiro do Sul por suspeita de irregularidades.

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