Instabilidade na Zona do Euro; feriado nos EUA e Reino Unido

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Devido ao feriado nos Estados Unidos e no Reino Unido, os mercados globais têm negócios com liquidez limitada. Na Ásia, as bolsas fecharam com uma alta pontual ao passo que os investidores monitoram as relações diplomáticas entre EUA e Coreia do Norte.

Na Europa, o clima é de incerteza com o setor financeiro das economias mais comprometidas — PIIGS (conjunto das economias de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha). O clima política na Itália e na Espanha fez com que as taxas de juros subissem agressivamente nas ultimas semanas, aumentando a preocupação com a estabilidade da Zona do Euro. O euro registra uma queda em relação ao dólar, sendo cotado a $ 1,161. Veja no gráfico abaixo, o desempenho da bolsa de Milão, destaque negativo do dia:

No campo das commodities, o foco permanece sob o petróleo, que continua a sofrer pressão em seus pressão em seus preços, com sinalização da OPEP+Rússia de possivelmente aumentar a oferta de petróleo bruto no segundo semestre. Veja abaixo, a cotação do petróleo WTI:

Entre os destaques desta semana estão: segunda estimativa do PIB americano (quarta-feira), variação de empregos privados ADP nos EUA (quarta-feira) e uma importante safra de indicadores PMI ao longo da semana. Fora do campo de indicadores econômicos, os mercados globais se atentarão ao Fed, que pretende lançar a proposta para mudar a Regra de Volcker na quarta-feira.

Brasil

A bolsa local deve sofrer com a falta de liquidez global, além da falta de otimismo no cenário externo. Aqui, as atenções devem permanecer sob os desdobramentos da greve e da Petrobras (BOV:PETR4). A falta de confiança com o Governo, que cedeu às solicitações dos grevistas, se reflete no dólar (R$ 3,70, com alta de 1,4%).

No relatório Focus desta semana, o ajuste das expectativas continua desfavorável. No câmbio, os analistas esperam uma cotação de R$ 3,48 (ante R$ 3,43). Na atividade econômica, o PIB sofreu uma queda de 2,5% para 2,37% no final do ano. Já a Selic, em vista da ultima ata, subiu de 6,25% para 6,5%.

Sem uma agenda relevante nesta segunda-feira, o indicador mais aguardado da semana será o PIB do primeiro trimestre de 2018 (quarta-feira).

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