Mercados digerem decisão de Trump e alta do petróleo

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Em dia de alta nos preços do petróleo após a decisão de Trump em sair do acordo nuclear com o Irã, os investidores digerem as possibilidades e consequências do ato. Há uma tendência de alta para as principais bolsas no ocidente, e uma tendência de alta nos mercados de juros.

A treasury de 10 anos dos Estados Unidos recebe especial atenção, na expectativa do leilão da nota de 10 anos, enquanto a curva testa novamente o patamar de 3%. No mercado de petróleo, a alta volatilidade precede o retorno dos preços ao nível de US$ 70,00 o barril. O petróleo WTI tem alta de 1%, sendo cotado a US$ 70,73, nas vésperas da divulgação dos estoques de petróleo bruto nos EUA. Veja abaixo, o gráfico de 15 minutos do petróleo WTI:

No dia, os mercados devem se atentar aos dados sobre inflação. Hoje o índice de preços ao produtor registrou crescimento de 0,1%, abaixo do esperado de 0,2%. Já o núcleo, teve um crescimento em linha com as expectativas, de 0,2%.

Na taxa anual, o índice registrou um crescimento de 2,3% ante crescimento de 2,7%. A desaceleração foi um reflexo da queda nos preços dos alimentos. Amanha, o índice de preços ao consumidor deverá chamar a atenção dos mercados, que se atentam aos principais indicadores de inflação nesta semana. No câmbio, o dólar sofre uma depreciação: o índice para o dólar tem queda de 0,2%. Efeito da valorização da lira turca, da libra esterlina e do euro.

Brasil

No mercado local, os investidores digerem o balanço de uma série de empresas com grande importância no índice, como Ambev, Gerdau e Tim. Ademais, a alta nos preços do petróleo deve ter um impacto positivo em algumas empresas chave, como a Petrobras.

O otimismo em relação a alguns resultados corporativos da um animo aos negócios, mesmo em meio a cautela com o cenário eleitoral. Em um dia de agenda econômica limitada, a bolsa abre com um viés de alta, assim como o mercado de juros.

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