Política monetária e instabilidade na Zona do Euro

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Os mercados globais são negociados sem um viés definido. Os futuros dos EUA apontam para baixo. Os principais mercados asiáticos encerraram o dia em queda, com exceção de Tóquio. Na Europa, há um clima de alta modesta, exceto pelas bolsas de Milão e de Madri, que são pressionadas pelas incertezas políticas e registram quedas que ultrapassa 1%.

Dado o momento de instabilidade na zona do Euro, a moeda da região cai a $ 1,167, registrando queda de 0,4%. Este é o menor nível para o euro desde novembro de 2017, consistente com a previsão do Banco Central Europeu de que deverá haver movimentos desordenados no mercado de cambio, com alta volatilidade.

No dia de hoje os mercados ficarão atentos aos discursos de dirigentes de Bancos Centrais, chamando a atenção para assuntos de política monetária. Kaplan já disse hoje que o seu cenário base é para três elevações de juros neste ano, e o Fed deve seguir com aumentos graduais na taxa de juros.

Quanto ao crescimento econômico, Kaplan mostrou preocupação com a sustentabilidade do crescimento, comentando que a curva de juros aponta para um crescimento econômico lento. Ademais, o mercado de petróleo deve receber especial atenção ao divulgar a contagem de plataformas nos Estados Unidos, em um momento em que os preços do petróleo têm sofrido ajustes bruscos.

A OPEP sinalizou que deve aumentar a produção de petróleo no segundo semestre deste ano, pressionando assim os preços para baixo. O petróleo WTI é cotado a US$ 68,80 o barril, com queda de 2,6%.

Brasil

Aqui, a bolsa sofre uma correção após o selloff intenso de dois dias consecutivos, registrando alta de aproximadamente 0,3% ao passo que melhoram as perspectivas em relação aos papéis da Petrobras (BOV:PETR4).

No mercado de câmbio, o dólar segue a mesma tendência internacional, se valorizando em relação aos seus principais pares.

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