Banco Central Europeu e moedas

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Após a decisão de política monetária do Federal Reserve, hoje foi a vez do Banco Central Europeu (BCE) de tomar as atenções do mercado. O mercado de câmbio reage de forma intensa, com uma firme alta do dólar — índice para o dólar registra alta de 0,5% — e alta generalizada nos principais índices acionários no ocidente. No oriente, no entanto, as bolsas encerraram em queda, pressionadas pelo aumento da taxa de juros americana e pela decepção em relação aos dados macroeconômicos da China.

O euro renovou suas mínimas após a confirmação de uma taxa de juros inalterada pelo BCE e a continuação do programa de compras em 30 bilhões de euros por mês até setembro (entre outubro e dezembro, haverá uma redução para 15 bilhões de euros por mês).

A coletiva de imprensa do BCE falhou em alimentar as expectativas mais otimistas dos agentes econômicos, e o dólar continua a mostrar força, a respaldo de um aumento no fed funds rate. A sinalização do encerramento do programa de compras (nomeado Quantitative Easing), parece já ter sido precificada pelo mercado. Ainda na coletiva do BCE, o presidente Mario Draghi disse que o comitê já não vê riscos de deflação na Zona do Euro, e ponderou que há a necessidade de monitoramento devido aos riscos de persistente volatilidade nos mercados financeiros.

Na agenda de indicadores econômicos dos EUA, as vendas no varejo e os pedidos iniciais por seguro desemprego apresentaram bons resultados. As vendas no varejo registraram alta de 0,8%, maior alta mensal desde setembro de 2017. Já desconsiderando a forte alta em setembro (que foi liderada pelos desastres naturais naquele período), a alta de maio foi a maior desde janeiro de 2017. Nas commodities, o petróleo WTI registra alta de 0,5% e o minério de ferro em Qingdao registrou alta de 2,19% nos negócios à vista. Sem mais notícias relevantes para o restante do dia, o noticiário corporativo local deve ser mais relevante, enquanto os investidores digerem as novas informações acerca da política monetária na Zona do Euro e nos EUA. Ademais, hoje teremos o início da Copa do Mundo, se é que há alguma relevância no volume de negócios globais (há alguns estudos indicando que sim).

Brasil

No mercado local, o Ibovespa iniciou o dia em queda, sem um viés nos negócios, mas pressionado pelo desempenho dos ativos do setor financeiro e de materiais básicos. O dólar tem uma leve queda, contrariando a tendência global do dólar com os swaps do Bacen. No mercado de juros, a tendência é de alta.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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