Mercados internacionais voltam a cair; Copom em foco no Brasil

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Os principais índices acionários voltam a apresentar uma queda generalizada, depois de apenas um pregão em campo positivo. O dia prometia um tom positivo desde o momento em que o secretário do comércio, Wilbur Ross, disse ao Senado americano que nem os Estados Unidos e nem a China gostariam de uma guerra comercial.

Além disso, o governo chinês tem procurado formas de minimizar as tarifas punitivas dos EUA. No entanto, os mercados viram uma inversão na tendência dos negócios quando houve um sell-off, acompanhado por uma alta liquidez, nos títulos soberanos da Itália.

A bolsa de Milão registra uma queda de 1,4%, pressionada pelos ativos do setor bancário. O principal índice composto da Europa tem queda de 0,3%, enquanto o índice composto da Ásia encerrou em queda de 0,4%. Nesta ultima região, destaque negativo para as bolsas de Xangai e Hong Kong, com queda de aproximadamente 1,3% nos dois índices.

Nos EUA, os índices futuros sinalizam uma abertura negativa, exceto pelo Nasdaq. O índice Nasdaq tem ganhado dos seus pares em Wall Street. A valorização é propiciada por uma potencial escalada das tensões comerciais já que, as empresas que compõem o Nasdaq serão potencialmente menos impactadas por tarifas.

No mercado internacional de câmbio, o dólar cai em relação aos seus principais pares, sem um viés definido.

Brasil

O principal índice brasileiro não apresenta novidades em relação aos seus pares, registrando uma queda de aproximadamente 0,8%. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano. O comitê mostrou preocupação com o cenário internacional, que apresenta riscos aos mercados emergentes.

Ademais, alertou que a recente greve dos caminhoneiros torna difícil a analise dos preços, que devem surgir com altas acima das expectativas no curto prazo. Hoje, o IBGE divulgou o IPCA-15, que apresentou variação de 1,11% em junho, ante alta de 0,14%.

A divulgação vem acima da expectativa de 1,0%. Entre os grupos que compõe o índice, impulsionou o índice de preços os grupos Alimentação e Bebidas, Habitação e Transportes.

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