Reversão do risco nas principais bolsas internacionais

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Após o retorno das preocupações dos investidores em relação às tensões comerciais e aos títulos de dívida da Itália, há uma reversão do risco nas principais bolsas internacionais. Os principais mercados asiáticos encerraram seus negócios em alta.

O PMI composto da Zona do Euro subiu de 54,1 pontos para 54,8 pontos (expectativa era de uma queda, para 53,9 pontos). O indicador surpreendeu positivamente, recuperando parte do seu bom momento na atividade econômica, sobretudo no setor de serviços.

Os números podem ser explicados por um fluxo de novos pedidos nos negócios, e pelo retorno das atividades após uma série de feriados. Houve também uma pressão positiva nos preços, o que deve ser bem-vindo no ponto de visto do Banco Central Europeu.

Veja o gráfico do PMI composto ao lado do PIB da Zona do Euro:

Ainda na Europa, no início dos negócios a alta do euro foi interrompida por notícias de que o Partido Social Democrata da Alemanha está se preparando para novas eleições. Isso fez com que os ativos europeus (de empresas exportadoras) impulsionassem as altas.

O euro voltou a subir, com altas de 0,4%, a US$ 1,165. O índice composto Stoxx da Europa apresenta alta de aproximadamente 0,9%. Os índices futuros dos Estados Unidos registam alta de 0,5%.

Nas commodities: o cobre registra quedas nesta sexta-feira, diante de preocupações com a demanda chinesa em meio a uma possível guerra comercial. Na mesma narrativa, o aço tem sua pior semana em dois meses de negociação.

Já o petróleo registra uma forte alta, tanto no tipo Brent (+1,9%) como no WTI (+1,5%). O mercado de petróleo ficará atento à conferência da OPEP, que pretende aumentar a produção de petróleo bruto. A dificuldade em achar um consenso nas negociações pode prevalecer, criando uma incerteza ainda maior no equilíbrio de mercado do petróleo.

Na agenda do dia, destaque para os indicadores PMI dos Estados Unidos, que devem sinalizar o desempenho dos setores da indústria e serviços em junho.

Brasil

Alinhado aos mercados globais, o mercado local sinaliza uma abertura de alta. O noticiário externo sobrepõe o noticiário negativo em torno da Petrobras (PETR4), e o índice futuro registra alta de 0,8%.

O mercado de juros tem uma leve alta, e o dólar registra queda de 0,3% (R$ 3,75). Sem um fluxo de notícias e indicadores econômicos importantes no Brasil, o mercado deve ser impactado pelo noticiário corporativo e pelos movimentos externos.

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