Semana turbulenta com bancos centrais

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Com um baixo fluxo de notícias relevantes nesta segunda-feira, as bolsas globais contemplam uma semana turbulenta de forma mista. O destaque ficará por conta das reuniões de política monetária dos bancos centrais: Federal Reserve (quarta-feira), Banco Central Europeu (quinta-feira) e Bank do Japão (sexta-feira).

Ademais, os mercados ficarão atentos ao encontro entre Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un (terça-feira). Diante de uma série de eventos relevantes, os índices futuros dos Estados Unidos oscilam próximo da abertura.

No continente europeu, há uma alta generalizada, liderada pelo otimismo na bolsa de Milão, que registra alta de 2,3%. O novo ministro da Itália, Giovanni Tria, disse que o governo está comprometido em se manter na zona do euro. O euro registra 0,2% de alta (US$ 1,179) e reduz o impacto da valorização do dólar em relação aos seus principais pares, limitando o índice para o dólar ao patamar de 93,500.

A alta limitada do dólar deve ser bem vista nos mercados emergentes, que são pressionados por um eventual aumento na taxa de juros dos EUA. Nos mercados emergentes, que ficaram sob os holofotes na semana passada, o clima se mostrou mais confortável. Os investidores estrangeiros olham para os swaps do BCB e para a reunião de política monetária da Argentina.

No mercado de commodities, o petróleo continua a cair, alinhado a uma maior atividade extrativa nos EUA. Já o aço é pressionado negativamente por uma demanda chinesa menor. Resumindo os destaques da semana:

  • O Fed deve aumentar a taxa de juros, e a expectativa do mercado é de uma alta de 25 pontos base.
  • Na reunião do BCE, os investidores devem procurar novos sinais sobre o programa de compra de ativos, uma vez que diversos dirigentes sugeriram que o programa pode ser encerrado em breve.
  • O Banco do Japão deve manter a taxa de juros inalterada.

Brasil

No mercado local, o clima positivo permaneceu após a interferência de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central do Brasil. Desta vez o BCB vendeu lote integral de 50.000 contratos de swap cambial tradicional (US$ 2,5 bilhões). Isso fez com que reduzisse a valorização do dólar no mercado interno, no entanto, o dólar continua a mostrar fôlego, com altas de 0,5% a R$ 3,72. O cenário externo deve ter bastante influência nos negócios desta semana.

Na agenda interna, a pesquisa mensal do comércio, serviços e o índice de atividade do Banco Central darão tom às expectativas. No relatório Focus desta semana, os agentes continuaram a reduzir suas expectativas para o crescimento econômico do país, de 2,18% para 1,94%. Já o ajuste das expectativas de inflação (IPCA) para 2018 subiu de 3,65% para 3,82%.

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