Bradesco lucra R$ 5,2 bi no 2º tri, 9,7% a mais; retorno é de 18,4% ao ano

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O Bradesco (BOV:BBDC4), segundo maior banco privado do país, divulgou um lucro líquido recorrente (não influenciado por eventos especiais) de R$ 5,2 bilhões, 1,2% acima do registrado no trimestre anterior e 9,7% superior ao do mesmo trimestre do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido, forma mais usual de medir o desempenho dos bancos, ficou em 18,4% ao ano, 0,2 ponto percentual menor que no primeiro trimestre, mas 0,3 ponto maior que no mesmo período do ano passado. O lucro contábil, que leva em conta ganhos e perdas extraordinários do período, como compensação de impostos pela compra do HSBC, foi de R$ 4,528 bilhões, ante R$ 3,922 bilhões no mesmo período do ano passado.

Com isso, o banco fechou o semestre com um lucro recorrente acumulado de R$ 10,263 bilhões, 9,7% acima do registrado nos primeiros seis meses de 2017.

A melhora do desempenho do banco veio especialmente da redução da inadimplência e do aumento da carteira de crédito. Os atrasos superiores a 90 dias caíram 1 ponto percentual em relação ao ano passado, para 3,9% da carteira de empréstimos. Com isso, o banco pôde reduzir as provisões para perdas em 31,2% no segundo trimestre, para R$ 3,4 bilhões. Já a carteira de crédito expandida, que inclui fianças, cresceu 4,5% em 12 meses, para R$ 515,6 bilhões.

As receitas de serviços também ajudaram a aumentar os ganhos, com um crescimento de 8,3% em relação ao segundo trimestre de 2017, para R$ 8,1 bilhões. Já as despesas operacionais subiram bem menos, 0,6% em 12 meses, para R$ 9,9 bilhões.

A área de seguros, que é muito importante para o Bradesco, fechou o segundo trimestre com uma receita total de prêmios de seguros de R$ 18,2 bilhões, em queda de 1,6% em 12 meses, mas crescimento de 3,7% sobre o primeiro trimestre. A atividade de seguros respondeu por 31% do lucro do banco no primeiro semestre, mais que os 28% do mesmo período do ano passado.

O banco fechou com um índice de Basileia, que considera o patrimônio do banco em relação aos seus ativos, ou seja, seus empréstimos e aplicações, ponderados pelo risco, de 11,4%, com queda de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

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