Escalada das tensões causa uma queda generalizada

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A tendência para os negócios de hoje é de baixa, seguindo as principais manchetes que propagam a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Após a tarifação extra de 10% sobre produtos chineses, os agentes econômicos se deram conta de que a administração de Donald Trump não está blefando, ocasionando em uma correção nos mercados.

Os índices futuros em Wall Street sinalizam uma abertura de queda, com os futuros do Dow Jones e do S&P sendo negociados em níveis próximos das mínimas do dia. Na Ásia, as principais bolsas tiveram quedas que ultrapassaram 1%. Na Europa, idem, o índice composto Eurostoxx 600 registra queda de 1,1%.

Sem uma clara noção do resultado dessas tensões comerciais, os mercados vivem na incerteza, que pode permanecer por um longo período. O dólar sofre uma valorização em relação aos seus principais pares, exceto pelo euro — que subiu com a sinalização do Banco Central Europeu de que a taxa básica de juros pode subir antes do esperado.

O euro chegou a ser negociado a US$ 1,1760 em sua máxima, mas devolveu seus ganhos e oscila próximo de US$ 1,1747. Já a moeda chinesa continua a sofrer uma depreciação, aumentando preocupações com uma possível intervenção do Banco Popular da China. Veja abaixo:

Nas commodities, os preços do peteleco sofrem uma queda diante aumento da oferta. O Arábia Saudita produziu mais de 400.000 barris de petróleo em junho, de acordo com o relatório de petróleo da OPEP.

Outros países importantes também aumentaram sua produção, como o Iraque, a Nigéria e o Kuwait. Por outro lado, houve uma queda na Angola, Líbia e Venezuela; nações que têm um colapso político ou econômico.

Na agenda do dia, o mercado de petróleo deve aguardar às 11h30 os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos. Os estoques subiram 1,245M na última semana, e a expectativa é de que haja uma queda de 4,489M. Apesar da queda, o mercado permanece bastante otimista quanto a oferta de petróleo nos EUA, que continua próxima de suas máximas históricas.

Brasil

Com o mercado acionário em compasso com o cenário externo, a bolsa registra queda de 0,4%. Sem um destaque definitivo nas quedas, os ativos do setor industrial e de consumo possuem as piores quedas. No câmbio, o sobe com aversão ao risco. A R$ 3,824, o dólar registra alta de 0,5%, impulsionando ativos de materiais básicos.

Na agenda local, o IGP-M variou 0,41% no primeiro decêndio de julho, abaixo da taxa apurada em junho (1,50%). O grupo de Alimentação registrou uma queda de 0,14%, ajudando a limitar a alta do índice. Ajudou também para a queda o grupo de vestuário. Entre as maiores altas estão os grupos de Transportes e Habitação.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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