Klabin tem prejuízo de R$ 955 milhões no 2º tri, 152% maior que em 2017, mas menos que o esperado

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A Klabin (BOV:KLBN11) anunciou hoje que teve um prejuízo de R$ 955 milhões no segundo semestre, 152% acima dos R$ 378 milhões do mesmo período do ano passado. Apesar da piora, o lucro ficou acima do esperado pelo mercado. A XP Investimentos, por exemplo, estimava perda de R$ 1,813 bilhões. A melhora veio de crédito tributário e um impacto da variação cambial menor do que o esperado.

A fabricante de papel e celulose registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda, indicador de geração de caixa) de R$ 884 milhões, 18% superior ao do trimestre anterior e 49% maior que no mesmo trimestre do ano passado.

O principal destaque do balanço, segundo a XP, foram custos consolidados melhores do que o esperado no trimestre, apesar da greve dos caminhoneiros e de uma parada prolongada e não planejada na unidade de Puma (na foto) em abril. Do lado negativo, os volumes de celulose e os preços de papel foram um pouco abaixo do esperado, mas nada que preocupe muito. A XP mantém a recomendação Neutra para a unit (recibo de ações), com preço-alvo de R$24, o que significaria um potencial de alta de 20% sobre o fechamento de sexta-feira.

O papel estava em queda na B3, de 0,84%, negociado a R$ 19,96.

Já o BTG Pactual, que esperava um prejuízo de R$ 1,277 bilhão, destaca o fluxo de caixa livre da empresa no trimestre, de R$ 658 milhões, o que significa que 74% do Ebitda foi transformado em fluxo de caixa. O endividamento da empresa se manteve, passando de 3,8 vezes o Ebitda para 3,9 vezes, em função da marcação a mercado da dívida em dólar da empresa em meio à desvalorização do real. “Portanto, em geral, um conjunto decente de resultados, mas insuficientes para catalizar a alta das ações para um novo nível, decisivamente acima dos R$ 20 por ação”.

O banco BTG recomenda compra para Klabin, com preço-alvo de R$ 26,00. O banco espera que a empresa feche o ano com um lucro líquido de R$ 573 milhões, o que equivale a uma relação preço/lucro de 38 vezes e um retorno em dividendos (dividend yield) de 3,3% ao ano.

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