Mercados globais iniciam segundo semestre em baixa

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Os mercados globais iniciaram o segundo semestre com o pé esquerdo. Os mesmos riscos, bem conhecidos pelo mercado (como tensões comerciais e problemas políticos), permanecem assombrando os índices acionários no mundo.

As bolsas asiáticas encerraram seus negócios em baixa. Tóquio registrou queda de 2,2%, enquanto Xangai registrou queda de 2,5%. A depreciação do yuan continua a contagiar o mercado de commodities, derrubando os preços de minerais e metais básicos.

O efeito da depreciação do yuan se espalhou pelos mercados emergentes e pela Europa. As mineradoras, somadas aos bancos (sobretudo os espanhóis e italianos) apresentaram as piores quedas nas bolsas europeias, liderando quedas de até 1% nos principais índices acionários da Zona do Euro.

Os índices futuros em Wall Street sinalizam uma abertura com queda de 0,5%, no mesmo tom do restante das bolsas.

Na agenda econômica do dia, os agentes aguardam os indicadores PMI dos Estados Unidos, que devem apresentar o desempenho da indústria americana.

O PMI chinês veio abaixo da expectativa (51 pontos em junho, contra expectativa de 51,1 pontos), sugerindo que a economia chinesa está sentindo os efeitos das tensões comerciais. Houve uma queda expressiva nas exportações. A Coréia do Sul, gigante exportadora, também sentiu uma queda em suas exportações. Essa safra de indicadores PMI deve ser acompanhada com cautela pelos mercados. Na semana, atenção à folha de pagamentos americana — o Payroll —, na sexta-feira.

Brasil

No Brasil, o mercado abriu em linha com as bolsas internacionais. Aos 72.000 pontos, a bolsa deve sofrer com a baixa liquidez, momentos antes do jogo do Brasil. O ritmo dos negócios deve seguir o cenário externo. Como toda segunda-feira, o mercado ajustou as expectativas.

As expectativas para o câmbio e para os índices de preço continuam a subir, enquanto a expectativa para a taxa básica Selic foi mantida. No PMI industrial brasileiro, o indicador foi abaixo do nível de estabilidade, indo ao retrocesso devido à greve dos caminhoneiros.

Houve uma queda no volume de produção e de novos pedidos pela primeira vez em dezesseis meses, como anunciou a Markit Economics. Ademais, os custos de insumos registraram altas taxas de crescimento. Veja o PMI ao lado da produção industrial:

O destaque desta semana ficará por conta do IPCA. Atenção também ao IBGE, que divulgará a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).

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