Poupança capta R$ 5,6 bi em junho, melhor mês do ano, e acumula R$ 7,3 bi em 2018

LinkedIn

As cadernetas de poupança (rurais e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, SBPE) captaram em agosto R$ 5,639 bilhões, o melhor resultado do ano e a maior entrada líquida de recursos desde os R$ 19,4 bilhões de dezembro. A informação foi dada hoje pelo Banco Central (BC).

A captação ficou abaixo, porém, dos R$ 6,089 bilhões de junho do ano passado. Com o resultado de junho, as cadernetas completam o quarto mês seguido de captação no ano, revertendo as saídas de janeiro e fevereiro e acumulando um saldo líquido de aplicações de R$ 7,350 bilhões.

No fim de junho o saldo das cadernetas de poupança atingia R$ 749,088 bilhões, para R$ 724,6 bilhões de dezembro, crescimento que se deu pelas aplicações e pela rentabilidade das contas.

Olhando só as cadernetas tradicionais, do SBPE, usadas para o financiamento da casa própria, a captação líquida foi de R$ 3,902 bilhões em junho, também o quarto mês seguido de captação e o melhor saldo do ano. Mas o valor ficou abaixo dos R$ 4,871 bilhões de junho do ano passado.

As cadernetas do SBPE acumulam uma captação líquida de R$ 2,504 bilhões e um saldo total de R$ 579,528 bilhões, mais que os R$ 563,7 bilhões de dezembro. O crescimento dos saldos da poupança permite aos bancos ampliar o crédito imobiliário pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e por outras linhas mais caras.

Caderneta rurais captam mais

Já as cadernetas de poupança rurais, que financiam o crédito agrícola via Banco do Brasil, captaram em junho R$ 1,736 bilhões, também o melhor mês do ano e o quarto de entradas líquidas. O saldo de junho deste ano superou o R$ 1,217 bilhão do mesmo mês do ano passado.

No acumulado de 2018, as cadernetas rurais captaram R$ 4,845 bilhões, mais que as cadernetas tradicionais. Essas cadernetas rurais acumulam um saldo total de R$ 169,560 bilhões, para R$ 160,862 bilhões de dezembro. O aumento proporciona mais recursos para o BB emprestar para o setor rural.

Rentabilidade competitiva 

As cadernetas voltaram a atrair investidores após a queda dos juros básicos da economia. Como a aplicação é isenta, ela acaba rendendo mais que os fundos de investimento mais conservadores, que além de pagarem imposto de renda sobre o rendimento, ainda cobram taxas de administração que podem chegar a 3% ao ano.

Assim, de um juro básico de 6,5%, tirando a taxa de administração de 3% ao ano, sobrariam para o investidor 3,5% ao ano, que sofreriam ainda o desconto do imposto de renda, que varia de 22,5% a 15% dependendo do prazo.

Para competir com a poupança, os fundos têm de cobrar no máximo 1% de taxa de administração ao ano.

Isso nas aplicações em caderneta feitas após 3 de maio de 2012, que rendem 70% da taxa de juros básica Selic. Depósitos feitos antes rendem 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, quase o mesmo que o juro básico e sem imposto.

Deixe um comentário