Santander lucra 30% mais; Fibria tem prejuízo; Pão de Açúcar reverte perda; Telefônica tem ganho fiscal

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O Santander (SANB11) divulgou um lucro líquido gerencial (excluindo efeitos extraordinários) de R$ 3,03 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 30,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado veio acima das expectativas do mercado, de um lucro de R$ 2,7 bilhões. A alta foi de 5,8% em relação ao trimestre anterior. No primeiro semestre deste ano, o lucro somou R$ 5,884 bilhões, com uma variação positiva de 27,5% em 12 meses.

O retorno sobre o patrimônio líquido manteve a trajetória de elevação, para 19,5% – 3,78 pontos percentuais superior ao registrado há 12 meses, ou 0,40 ponto acima do primeiro trimestre. Outro indicador em contínua melhora é o Índice de Eficiência, que reflete a relação entre as despesas e receitas da instituição, e chegou a 39,6% no fim de julho, abaixo dos 40% atingidos até março e 380 pontos-base inferior ao verificado 12 meses atrás.

Carteira de crédito segue crescendo

Os resultados foram impulsionados pela carteira de crédito do banco, que segue em expansão, de 13% no período de um ano ou 4% em três meses. Desta vez, com alta em todas as principais linhas, destaca a instituição. Os empréstimos para pessoas físicas, financiamento ao consumo e pequenas e médias empresas seguem à frente, com crescimentos, respectivamente, de 23%, 22,7% e 8,5% em 12 meses. A novidade, neste segundo trimestre, é que a carteira do segmento de grandes empresas, após registrar queda nos últimos trimestres, mostrou leve alta de 0,2%, e sobe 1,3% em relação aos primeiros três meses do ano – o que pode representar um início de retomada.

Fibria perde com dólar

Já a Fíbria (FIBR3) anunciou um prejuízo líquido de R$ 210 milhões no segundo trimestre, ligeiramente abaixo da perda de R$ 259 milhões do ano passado, mas abaixo das expectativas do mercado, que esperava lucro. A receita líquida foi de R$ 4,72 bilhões, um crescimento de 70% em relação ao segundo trimestre. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida ou Ebitda, indicador de geração de caixa) no trimestre cresceu 133%, para R$ 2,50 bilhões. O principal fator para o prejuízo foi o impacto da variação cambial sobre a dívida da empresa, explica a Magliano Investimentos.

Pão de Açúcar reverte prejuízo

No caso do Pão de Açúcar (PCAR4), o lucro líquido no segundo trimestre foi de R$ 153 milhões, perto do consenso do mercado, segundo a corretora Magliano. No mesmo período do ano passado, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 177 milhões. O Ebitda, excluindo créditos fiscais, foi de R$ 648 milhões, aumento de 28,3% sobre o ano passado, acima do esperado pelo mercado.

Telefônica lucra mais com evento fiscal

Já a Telefônica do Brasil/Vivo (VIVT4) divulgou lucro líquido de R$ 3,2 Bilhões, um crescimento de 262% em relação ao segundo trimestre do ano passado. O resultado veio acima da expectativa de consenso de mercado e o Ebitda cresceu 47,5%, para R$ 5,2 bilhões, bem acima do projetado pelos analistas, afirma Sérgio Goldman, da Magliano. A corretora Mirae trabalhava com um lucro de R$ 1,4 bilhão para a empresa. A Telefônica obteve um ganho em uma disputa fiscal de R$ 1,8 bilhão que turbinou o lucro do trimestre, segundo o banco suíço UBS, que recomenda manter o papel.

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