Balanço da Petrobrás mostra retorno à normalidade

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O anúncio do lucro de R$ 10 bilhões no segundo trimestre mostra que a empresa finalizou o ciclo de ajustes em seus balanços, que consumiu mais de uma centena de bilhões de reais em reavaliações patrimoniais, provisões e pagamentos de indenizações.

Do ponto de vista operacional, a empresa mostrou que a alta do petróleo e a agressiva política de preços permitiu que o lucro da empresa voltasse aos patamares anteriores à crise que se abateu sobre a empresa e foi responsável por grande parte da perda de seu valor de mercado.

A produção diária no trimestre foi em média de 2,659 milhões de bpd, contra uma média de 2,776 milhões de bpd no 2T_2017. O preço médio do barril WTI no 2T_2018 foi de US$ 62,89 contra US$ 48,24 no 2T_2017. Hoje a cotação do barril está em US$ 69,5. Em relação ao fechamento de ontem, o PL projetado da empresa, com esse resultado anualizado, ficaria em 7x, contra um PL de 11x da Shell e de 17x da BP.

Retirando-se os efeitos das incertezas eleitorais, que podem influenciar na politica de preços no próximo mandato, esse resultado tende a abrir um ciclo de valorização das ações da empresa. As ações da empresa estão subindo quase 4%, completando 7,5% em agosto e quase 32% em 2018.

O anúncio da criação de vagas nos EUA, com um total menor que o esperado pelo mercado, deixou os mercados de juros e moedas confiantes, sem movimentos bruscos. Apesar da criação menor que as expectativas, a taxa de desemprego apresentou queda, voltando para 3,9%, depois de subir para 4% em junho.

No cenário externo o que voltou a sacudir as expectativas foi a guerra comercial levada a cabo pelo governo Trump, que adotou a estratégia de bater e assoprar em relação aos seus principais parceiros, com destaque para a China. Além de ser custosa para o mercado, que vive de antecipar os movimentos dos agentes na economia e na política, produz efeitos reais na economia dos EUA.

Hoje o ministro das finanças da China anunciou que pretende taxar US$ 60 bilhões de importações dos EUA, em um total de 5,2 mil produtos, caso os EUA realmente taxem em 25% os US$ 200 bilhões, conforme os rumores dessa semana. Em função desse ambiente de incertezas, as bolsas dos EUA mantêm uma trajetória moderada.

O dólar despencou 16 pontos no futuro, mantendo a moeda brasileira sem pressão na semana. O mesmo ambiente ocorre no mercado de juros, com o DI para jan/2021 caindo para 8,85%, bem abaixo dos 9,18% de 03 de julho e dos 10,5% de junho.

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