BB Seguridade lucra menos e revê expectativa para o ano; retorno é de 40%; empresa anuncia dividendos

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A BB Seguridade (BOV:BBSE3), braço de seguros e previdência do Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 910 milhões no segundo trimestre. O valor representa queda de 4,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e  crescimento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre deste ano. O retorno sobre o patrimônio líquido no trimestre foi de 39,7%, menor que os 44,5% do segundo trimestre de 2017 e dos 40,4% do primeiro trimestre deste ano.

A empresa também reduziu sua estimativa de crescimento do lucro líquido ajustado para este ano, de -2% a +2% sobre 2017 para -6% a -4%, deixando assim de esperar por aumento dos ganhos. No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado caiu 6,8%.

Para a corretora Coinvalores, foi um trimestre com algumas boas notícias, mas mais pontos desfavoráveis. O destaque negativo foi principalmente o aumento na sinistralidade nos segmentos de vida e rural, que pressionou o resultado do segmento SH1 (vida, habitacional e rural). Houve queda de 8,4% no resultado operacional do segmento na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Previdência foi o destaque positivo do trimestre, mais uma vez, levando a um bom avanço no resultado líquido da divisão.

Em SH2 (patrimônio e automóvel), operação em que o BB está vendendo sua participação para a Mapfre, a queda nas receitas e a pressão no resultado financeiro levaram a uma forte queda no resultado final, avalia a Coinvalores. Por fim, a Brasilcap, de capitalização mostrou prejuízo, por conta do resultado financeiro negativo em R$ 7 milhões. A corretora destaca ainda a queda no lucro líquido e a revisão da projeção do lucro para este ano depois da piora no primeiro semestre.

Mas chama a atenção para o anúncio de dividendos de R$ 0,7808 por ação, o que significa um “payout” (parcela do lucro distribuída para os acionistas) de 80% em relação ao resultado do semestre. O valor será atualizado pelo CDI do final do segundo trimestre até a data do pagamento, em 21 de agosto. O retorno (yield) é de 3,1% e o acionista tem até o dia 9 para se posicionar nos papéis. O dividendo pode mitigar o efeito negativo do resultado pressionado nos papéis da companhia, acredita a Coinvalores.

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