Bom dia, Investidor! 22 de agosto de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

Pré Market

Mais uma pesquisa, mesmo cenário. Os números do Datafolha divulgados hoje reforçam o aumento das intenções de voto no ex-presidente Lula, para 39%, e a competitividade dos demais candidatos, em um cenário sem o líder petista e com Jair Bolsonaro à frente, com 22%. E essa ausência de novidades deve continuar pesando no mercado doméstico.

O fato é que este cenário eleitoral já prevalece há alguns meses, sem mudanças relevantes, apesar da torcida por uma definição mais clara. As mais recentes pesquisas eleitorais colocaram os investidores com os “pés no chão”, sem que nenhum candidato mais reformista ganhasse tração, ao mesmo tempo em que Lula cresce.

Com isso, houve uma forte piora dos negócios locais. Os investidores passaram a embutir no preço dos ativos a possibilidade de o candidato preferido do mercado, Geraldo Alckmin, ficar de fora do segundo turno das eleições de outubro. Esse receio explica o dólar a R$ 4,00, no maior nível em mais de dois anos, e o aumento do prêmio de risco.

No Datafolha, o tucano aparece com 6%, empatado pela margem de erro com Ciro Gomes (5%) e Marina Silva (6%), em um cenário com Lula, no qual ele lidera a disputa, com 39%, seguido por Bolsonaro, com 19%. Sem o ex-presidente, o candidato do PSL tem 22%, seguido pela ex-senadora (16%) e os ex-governadores do Ceará (10%) e de São Paulo (9%).

Nessa simulação, Fernando Haddad aparece com 4%. Segundo o Datafolha, 48% dos 8 mil entrevistados não votariam em um candidato indicado por Lula, enquanto 31% o fariam e 18%, talvez. O ex-prefeito de São Paulo não é conhecido por 27% dos eleitores, contra 59% que já ouviram falar dele. Além disso, Haddad registra baixo índice de rejeição (21%).

Essas variáveis podem ser levadas em conta pelo PT na hora de elaborar as peças da propaganda eleitoral gratuita, que começa no rádio e na TV no dia 31. Aliás, a esperança dos investidores, agora, recai no início dessa campanha em cadeia nacional, que pode mudar a composição dos candidatos na corrida presidencial.

Por Olívia Bulla 

Destaques corporativos 

Banco do Brasil (BBAS3): Em comunicado, o Banco do Brasil informou que o valor dos juros sobre o capital próprio referente ao 2º trimestre de 2018, atualizado pela taxa Selic, é de R$ 0,26913150285 por ação.

BR Distribuidora (BRDT3): A BR Distribuidora informou nesta terça-feira, 21, por meio de fato relevante, que pediu entrada no Programa Destaque em Governança das Estatais da B3 “após promover uma série de medidas para aprimoramento de sua governança corporativa desde a abertura de seu capital”.

Magnesita (MAGG3): Os acionistas da Magnesita Refratários aprovaram a saída da empresa do Novo Mercado da bolsa paulista B3, condicionada ao lançamento de oferta pública de aquisição das ações (OPA) em circulação no mercado. As informações constam em uma ata enviada ao mercado nesta terça-feira.

Coelba (CEEB3): A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Coelba, anunciou nesta terça, 21, que retificou a data de pagamento do aviso aos acionistas anunciado dia 28 de junho de 2018. O pagamento será realizado a partir de 27 de agosto de 2018, sem atualização monetária, com base na posição acionária de 03 de julho de 2018.

B2W (BTOW3): A B2W Digital vai passar a oferecer empréstimos aos vendedores ligados a seu marketplace, ampliando assim os serviços financeiros voltados a fomentar capital de giro de empreendedores e empresas parceiras para elevar as vendas na plataforma.

Recomendação de ativos 

BR Properties (BRPR3): Os analistas do Itaú BBA cortaram o preço-alvo da BR Properties para R$ 8,10, com recomendação outperform.

Raia Drogasil (RADL3): O UBS optou por reiterar a recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 90 no papel da Raia Drogasil.

Banco do Brasil (BBAS3): Para o Banco do Brasil, a equipe do HSBC optou por elevar a recomendação da ação para compra, com preço-alvo de R$ 38.

Notícias

Pesquisa Datafolha: A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (22), apontou os percentuais de intenção de voto para presidente da República em dois cenários com candidatos diferentes do PT – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro cenário e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no segundo.

No primeiro cenário, que inclui o ex-presidente Lula como principal candidato do PT, o petista lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (PSL), com 18%; Marina Silva (Rede), com 8%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%; Ciro Gomes (PDT), com 5% e Alvaro Dias (Podemos), com 3%. Neste cenário, 11% dos eleitores votariam branco/nulo ou em nenhum e 3% não sabe em quem votar.

No segundo cenário, com Lula inelegível e Fernando Haddad como principal candidato do PT, Bolsonaro lidera com 22% as intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede), com 16%; Ciro Gomes (PDT), com 10%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%; Alvaro Dias (Podemos), com 4% e Fernando Haddad (PT), com 4%. Neste cenário, 22% dos eleitores votariam branco/nulo ou em nenhum e 6% não sabe em quem votar.

Agenda econômica

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