Dia dos Pais: vendas devem crescer de 3% a 5%; confira dicas para maior segurança na compra online

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O Dia dos Pais não faz o mesmo sucesso do Dia das Mães, segunda melhor data do comércio, atrás apenas do Natal. Mas é uma data importante e, mesmo diante de um cenário de recuperação lenta da economia e de cautela do consumidor e das empresas, a expectativa é que as vendas cresçam em relação ao ano passado, com destaque para o comércio eletrônico e os shopping centers. No varejo de forma geral, a previsão da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é de alta de 4% no faturamento real (já descontada a inflação medida pelo IPCA) em agosto, frente a igual período de 2017, para a casa dos R$ 55,5 bilhões.

Na capital paulista, a Associação Comercial (ACSP) espera movimento entre 3% e 5% maior nas vendas do período, enquanto no e-commerce e nos shoppings do país, as estimativas são de aumentos de 8% e 10%, respectivamente, puxados por roupas e calçados, além de linhas de informática, celulares, eletrônicos e eletroportáteis.

Pesquisa mostra maior disposição para comprar presente

Já um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indica que a maioria (61%) dos consumidores no país deve ir às compras neste Dia dos Pais – o dado é levemente superior aos 55% de entrevistados que realizaram compras na mesma data do ano passado.  Os itens mais procurados, de acordo com a pesquisa, devem ser as roupas (50%). Em seguida aparecem os perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%), como cintos, carteiras, relógios e meias. Haverá ainda procura por ferramentas (10%), artigos esportivos (10%) e smartphones (10%).

Maioria quer pagar à vista

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (53%) ou cartão de débito (22%). O pagamento via cartão de crédito,  em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% e 25%, respectivamente. Entre os que vão dividir o pagamento, a média será de quatro prestações. Isso significa, que muitos dos que vão agradar os pais nesta data, só terminarão de quitar as prestações na época do Natal.

Shoppings e internet empatam

O principal local de compra em todas as datas comemorativas, destaca a pesquisa, serão os shopping centers (37%), que seguem em primeiro lugar, mas desta vez estão tecnicamente empatados com as lojas online, com 33% de preferência. Completam o ranking as lojas de departamento (20%) e os shoppings populares (14%). Para escolher o local de compra dos presentes, 53% dizem levar em consideração a atratividade do preço, 42% a qualidade dos produtos e 38% promoções e descontos, especialmente a parcela feminina de entrevistados (43%).

Confiança do consumidor e das empresas ainda preocupa

Apesar de os índices de confiança estarem um pouco melhores que no ano passado, há ainda bastante cautela das famílias e das empresas, principalmente depois da paralisação dos caminhoneiros, em maio, destaca o assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze, lembrando o esfriamento nas perspectivas de consumo e de investimentos. Para ele, a confiança, que depende de fatores como geração de empregos e maior definição do cenário político e das eleições, é justamente a variável que falta para uma recuperação mais consistente do varejo, não apenas no Dia dos Pais, mas daqui para o fim do ano.

Mais roupas e calçados; aquecimento em eletrônicos e lojas de departamentos

Ainda assim, a projeção da entidade é que a data tende a movimentar setores específicos do varejo e permitir alta de 4% no faturamento. As lojas de vestuário, tecidos e calçados, por exemplo, devem ser as mais procuradas para a compra do presente, mesmo devendo apresentar ligeira queda, de 2%, frente a agosto de 2017, quando houve forte crescimento, de 13%. Em contrapartida, para segmentos como eletrônicos e lojas de departamentos, a previsão é de aumento na casa de 20%, e de 11% nas lojas de móveis e decoração, também em função das bases comparativas.

ACSP espera alta de 3% a 5%, contra acumulado de 2,8% de janeiro a  julho

Emilio Alfieri, economista da ACSP, diz que a previsão é de aumento entre 3% e 5% para o volume físico de vendas relativo ao Dia dos Pais sobre o mesmo período do ano passado. Um resultado que ele considera “relativamente bom” — tendo em vista as dificuldades enfrentadas pela economia ao longo deste ano. Por enquanto, no acumulado de janeiro a julho, elas sobem 2,8% (média das consultas à vista e a prazo) sobre igual período de 2017.

Juros menores, prazos maiores e promoções podem ajudar lojistas

Entre os fatores que fazem esperar melhoria em agosto, diz o economista da ACSP, além da data comemorativa, estão os juros menores, inflação baixa e  prazos médios de pagamento maiores. E ainda a continuidade das promoções e liquidações, não apenas em vestuário, mas em produtos da linha marrom, que ficaram nos estoques após a saída prematura do Brasil da Copa do Mundo, e que precisam aproveitar a oportunidade do calendário para ser desovados. Com a alta do dólar, presentes como perfumes e vinhos poderão ficar mais caros e ter menor saída.

Shoppings esperam vender 10% mais, com destaque para vestuário e eletrônicos

Já um levantamento feito pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que 87% dos shoppings esperam uma alta de 10% nas vendas, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na avaliação por segmentos, 49% acreditam que vestuário irá alavancar as vendas, seguido de eletrônicos com 14% e calçados com 12%. A expectativa de valor médio do presente é de R$ 100,00 a R$ 150,00.

Metade dos estabelecimentos apostará em promoções do tipo ‘compre e ganhe’

Os shoppings também esperam aquecimento do consumo em restaurantes, cinemas e opções de lazer no Dia dos Pais. Uma fatia de 69% dos consultados acredita num incremento de 5% no faturamento destas operações. Mais da metade dos shoppings do país ( 57%) pretendem realizar ações de marketing voltadas para a data e 50% deles apostarão em promoções do tipo “compre e ganhe” para estimular as vendas.

E-commerce projeta aumento de 8% nas vendas e tíquete médio de R$ 329

No e-commerce, a estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é de expansão de 8% nos negócios frente ao Dia dos Pais do ano passado, com movimentação de R$ 2,2 bilhões. A previsão da entidade é que sejam realizados cerca de 6,8 milhões de pedidos (de 16 de julho a 4 de agosto), com um tíquete médio de R$ 329 e destaque para produtos de informática, celulares, eletrônicos, materiais esportivos, moda e acessórios.

Dicas ajudam a ganhar mais segurança nas compras online

Para quem pensa em optar por compras online, vale lembrar que não basta comparar itens e preços. É preciso também estar atento a riscos de vazamento de dados e possíveis fraudes — além de buscar as lojas online conhecidas e desconfiar de promoções com preços muito abaixo da média de mercado. Richard Bento, superintendente de segurança corporativa do Itaú Unibanco, destaca cinco dicas que podem ajudar a fazer compras online de forma mais segura e evitar futuras dores de cabeça.

Confira:

Computador confiável – Use sempre uma máquina com antivírus, navegador e sistema operacional atualizados e firewall ativado. Além disso, utilize redes sem fio conhecidas, cuja autenticação seja obrigatória ou sua conexão particular (3G ou 4G);

Segurança – Sempre digite o endereço do site no navegador de internet e antes de fornecer seus dados, verifique se o endereço do site começa com https://.

Senhas – Crie uma senha exclusiva para cada cadastro realizado na internet, evitando datas de nascimento ou números sequenciais. Para facilitar esta prática, adote um software de gerenciamento de senhas;

Cartão virtual – Instalar o app do seu cartão e gerar um cartão virtual pode ajudar a fazer compras online de maneira prática e segura. O número será válido para uma única compra;

Reputação da loja – Prefira realizar suas compras em sites conhecidos. Consulte o perfil e reconhecimento da loja em sites de avaliação de reputação e verifique se ela oferece canais de contato. Confirme ainda se o estabelecimento não está na lista restritiva do Serasa.

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