Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta quarta-feira

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Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta quarta-feira, 22 de agosto, sobre os mercados financeiros:

1. Mercados aguardam divulgação de atas do Fed

Investidores aguardam a publicação das atas da mais recente reunião do Federal Reserve às 15h00 na busca de mais indicações sobre as perspectivas para a política monetária.

O banco central dos EUA manteve as taxas de juros inalteradas, como era amplamente esperado, após sua reunião em 1º de agosto e fez uma avaliação otimista da maior economia do mundo, mantendo-se no caminho de elevar gradualmente as taxas de juros.

O Fed sinalizou aos mercados que aumentará as taxas de juros mais duas vezes este ano, em setembro e dezembro.

Diante desse cenário, o banco central norte-americano está encolhendo seu balanço, permitindo que os títulos que estejam vencendo saiam do portfólio sem que sejam substituídos.

Além do Fed, um relatório de julho sobre as vendas de imóveis usados será divulgado às 11h00, seguido pelo relatório semanal dos estoques de petróleo da Administração de Informação de Energia dos EUA às 11h30.

O índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, recuava cerca de 0,1% e estava por volta do nível de 95,05.

Caiu para a mínima de duas semanas de 94,96 na terça-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não estava “empolgado” com o presidente do Fed, Jerome Powell, por aumentar as taxas.

As últimas críticas do presidente ao Fed aconteceram pouco antes do discurso de Powell no simpósio anual do banco central em Jackson Hole, na sexta-feira.

No mercado de títulos, os preços dos títulos do Tesouro dos EUA caíam, empurrando os rendimentos para cima de forma geral. O rendimento do título com vencimento em 10 anos caía para 2,825% enquanto o rendimento do título de 2 anos recuava para 2,60%.

2. EUA e China retomam negociações comerciais

As autoridades americanas e chinesas estão preparadas para retomarem as negociações comerciais controversas sob a nuvem de uma previsão do presidente Trump de que não haveria progresso real.

Uma delegação de nove membros de Pequim, liderada pelo vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, participará de reuniões com autoridades norte-americanas lideradas pelo subsecretário do Tesouro, David Malpass, em Washington, na quarta e quinta-feira.

Os dois dias de reuniões são as primeiras conversas formais entre os EUA e a China desde que o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, se reuniu com o assessor econômico chinês Liu He em Pequim, em junho.

As discussões entre autoridades de nível médio poderiam estabelecer uma estrutura para futuras negociações, à medida que cada país se prepara para atingir o outro com novas tarifas na quinta-feira, em uma disputa cada vez mais profunda sobre as políticas econômicas da China.

A China disse esperar que as negociações sejam firmes e tranquilas para “obter um bom resultado com base na igualdade, paridade e confiança”. Mas Trump disse no início da semana que não “esperava muito”.

Washington e Pequim estão impondo de tarifas crescentes desde o início do ano, com US$ 34 bilhões em bens de cada país como alvo dessas sobretaxas e outros US$ 16 bilhões previstos para entrar em vigor nesta semana. Trump ameaçou impor mais tarifas sobre exportações no valor de até US$ 500 bilhões, já que ele tenta reduzir o déficit comercial e proteger os direitos de propriedade intelectual.

3. Investidores monitoram problemas legais de Trump

Os acontecimentos na política dos EUA também estavam no centro das atenções.

O ex-advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, declarou-se culpado de oito acusações relacionadas a fraude fiscal, contribuições de campanha excessivas, declarações falsas a uma instituição financeira e contribuições corporativas ilegais em uma audiência em Nova York.

Duas das acusações que Cohen se declarou culpado parecem relacionam-se diretamente com Trump. Cohen admitiu ter feito pagamentos a duas mulheres sob a direção de um candidato não identificado para um cargo político que parece ser o presidente.

Ele poderia enfrentar mais de cinco anos de prisão.

Ao mesmo tempo, o ex-presidente de campanha de Trump, Paul Manafort, foi considerado culpado de oito acusações criminais movidas contra ele pelo procurador especial Robert Mueller, incluindo cinco acusações de fraude fiscal. Ele também foi considerado culpado de duas acusações de fraude bancária e uma acusação de não ter registrado extratos bancários estrangeiros.

Ainda assim, não houve pedidos imediatos para o impeachment de Trump e os legisladores republicanos não se juntaram ao coro das críticas das fileiras democratas.

4. Mercado futuro dos EUA indica abertura em baixa

Em Wall Street, o mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura em baixa antes dos dois dias de negociações comerciais entre os EUA e a China e enquanto os investidores digeriam as últimas consequências legais em torno do presidente Donald Trump.

Às 06h25, o índice blue chip futuros do Dow caía 55 pontos, ou cerca de 0,2%, os futuros do S&P 500 recuavam 6 pontos, ou cerca de 0,2%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 indicava queda de 11 pontos ou cerca de 0,2%.

Hoje marca o 3.453º dia desde o último declínio de 20% nos principais índices de ações dos EUA, tornando oficialmente o mais longo mercado em alta do mundo.

Wall Street fechou em alta na terça-feira, com o S&P 500 atingindo um recorde histórico. O Russell 2000, que é composto por ações de pequena capitalização, também atingiu um recorde.

Já na Europa, a maioria das principais bolsas do continente entrou e saiu de território positivo em negociações com cautela, com os diferentes setores se movendo em direções opostas.

Anteriormente, os mercados asiáticos apresentaram um desempenho contrastante. As bolsas chinesas caíram após dois dias de ganhos de mais de 1%, enquanto Nikkei do Japão fehcou em alta de 0,6%.

5. Target divulga balanço

A temporada de resultados do segundo trimestre está desacelerando, mas hoje são esperados balanços de alguns varejistas, incluindo Target, Lowe’s e L Brands.

Os resultados da Target serão acompanhados de perto por Wall Street em busca de vendas nas mesmas lojas que tiveram aumento de 3,9% durante o segundo trimestre. No último ano, as ações da Target subiram mais de 45%.

Outros nomes notáveis que divulgarão balanços hoje incluem Barnes & Noble, Analog Devices e Williams-Sonoma.

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