IPCA-15 e IPC-S caem forte

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Dois dos principais índices de inflação ao consumidor saíram hoje mostrando o retorno às condições pré greve dos caminhoneiros. O IPC -S da terceira semana de agosto veio em 0,10% e o IPCA-15 em 0,13%. A maioria dos itens vieram dentro do que seria de esperar em seu comportamento sazonal, como alimentos e vestuário. O item habitação continua sendo a maior influência altista da inflação, agora por conta da energia elétrica. Mantido esse comportamento benigno, o IPCA pode fechar o ano abaixo das estimativas correntes de 4,15%.

O retorno da inflação corrente a uma trajetória abaixo da meta, após um forte choque como o da greve e em meio a um no câmbio, sinaliza um hiato do produto ainda elevado. Há que se considerar, portanto, que as expectativas em torno da taxa de crescimento, hoje em 1,49%, passem por uma revisão para baixo.

Apesar do cenário benigno para a inflação, a curva longa dos juros continua subindo, impulsionada pelo câmbio e pelo aumento da aversão da aversão ao risco Brasil. O contrato de juros para jan/27 está subindo mais 14 pontos hoje e é negociado a 12,44%. O de jan/21 está saindo a 9,62%, com alta de 12 pontos. A alta da curva longa, além de refletir o comportamento mais avesso ao risco por parte dos agentes, acaba por intensificar a desaceleração da atividade econômica e da inflação.

O dólar sobe mais de 30 pontos hoje, saindo a R$ 4,07. A menos que o BC entre com uma atuação mais intensa, tanto nos swaps como no mercado à vista e nas linhas, o real deve continuar a se desvalorizar. O atual cenário prospectivo dado pelas eleições, não revela um candidato com probabilidade de assegurar governabilidade por quatro anos. O atual processo de correção do patamar do dólar deve continuar, enquanto as incertezas quanto ao futuro governo se mantiverem.   

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