Oi tem prejuízo de R$ 1,2 bi no 2º tri, 70% menor; BTG recomenda compra para ação

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A Oi (BOV:OIBR4), que já foi a maior operadora de telefonia do país e está agora em recuperação judicial, divulgou um prejuízo líquido de R$ 1,23 bilhão no segunto trimestre, 70% menor que o reportado no mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda, indicador de geração de caixa) consolidado no segundo trimestre foi de R$ 1,56 bilhão, com margem de 28,2%, um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ficou em 27,7%.

Segundo a corretora Magliano Investimentos, o Ebitda veio levemente acima da expectativa de consenso de mercado. A dívida líquida no final do segundo trimestre era de R$ 10,0 bilhões que se compara a R$ 44,5 bilhões no segundo trimestre de 2017, reflexo das renegociações com os credores.

O BTG Pactual, que tem recomendação de compra para a ação da Oi, destaca a queda nas receitas, de 5%, para R$ 5,5 bilhões, dentro do esperado, com reduções nos negócios de empresas (6,3%), residenciais (5,1%) e telefonia móvel (3,2%).

O Ebitda caiu 2,8%, ajudado pela redução de despesas, de 6,1%. A empresa, diz o relatório do BTG assinado pelos analistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, caminha para entregar um Ebitda de R$ 6,1 bilhões previsto para este ano no plano de recuperação. A empresa terminou o trimestre com um caixa de R$ 5,2 bilhões.

O BTG diz que vê um enorme potencial de alta para as ações da empresa. O preço-alvo da ação é de R$ 3,6, o que significaria um ganho de 81%, de acordo com os múltiplos do setor na América Latina, de 5,5 vezes o valor de empresa (soma do valor de mercado da companhia com sua dívida) em relação ao Ebitda. O banco não estima lucro para a Oi, pelo menos até 2020, trabalhando com um prejuízo de R$ 987 milhões este ano.

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