Simpósio de Jackson Hole e alta generalizada nos mercados

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Bolsas internacionais em alta nesta sexta-feira, sem muita volatilidade enquanto os investidores aguardam o evento de política monetária (Simpósio de Jackson Hole). A alta nas bolsas europeias é liderada pelos bancos. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam uma abertura positiva, ignorando a sessão de negócios mista na Ásia (reflexo da percepção em relação aos conflitos comerciais). Os mercados também permanecem de olho na queda do dólar, que sofre uma queda em relação aos seus principais pares. O índice para o dólar retorna aos 95,317 e a T-note 10 anos permanece próximo da máxima do dia — 2,8496%.

Na agenda econômica do dia, os indicadores de bens duráveis nos Estados Unidos decepcionaram, após registrar pior queda em seis meses. Em julho de 2018, os pedidos de bens duráveis registraram uma queda de 1,7% ante alta de 0,7% em junho. Já o núcleo, excluindo transportes, teve alta de apenas 0,2%. O indicador se junta a um conjunto recente de dados macroeconômicos que joga um balde de água fria na narrativa de “crescimento econômico robusto”; nesta semana, houve uma piora em indicadores industriais e de serviços, bem como uma piora no mercado imobiliário.

Como destaque do dia, o evento econômico anual, conhecido como simpósio de Jackson Hole, dará tom ao ritmo de negócios. Neste evento, o discurso do presidente do Federal Reserve (Jerome Powell) deve ocorrer às 11h. O mercado certamente irá se atentar ao discurso de Powell, buscando sinais para os próximos passos dos dirigentes na definição da taxa Fed funds. Atualmente, o mercado espera mais duas altas até o fim deste ano.

Brasil

A bolsa local segue ao lado dos índices acionários internacionais, registrando uma alta de aproximadamente 0,8%. Com uma atenção especial no câmbio, o dólar enfraquecido da um refresco ao mercado, retirando pressões sobre os juros.

Sem um destaque na agenda econômica local, os investidores continuam a digerir os resultados das pesquisas eleitorais. O candidato do mercado, Geraldo Alckmin, continua a falhar em surpreender nas pesquisas. Enquanto isso, o mercado continua atento a qualquer movimento (mesmo que improvável) que o Banco Central possa fazer.

Uma alta volatilidade é esperada nos ativos de renda variável, sobretudo ativos de estatais. É importante notar também a tendência favorável nos preços das commodities, beneficiando uma série de ativos de materiais básicos.

 

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