Smiles lidera perdas do Ibovespa; Credit Suisse corta preço-alvo após balanço

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Investing.com – Na manhã desta quarta-feira, as ações da Smiles (BOV:SMLS3) operam com forte queda de 3,63% a R$ 49,42, liderando assim as perdas do Ibovespa. A companhia divulgou o balanço do segundo trimestre, com queda nas receitas e maiores despesas.

Analistas do Credit Suisse reiteraram recomendação ‘outperform’ para as ações após o balanço, citando preço-atrativo, mas cortaram o preço-alvo dos papéis de 87,50 para 70 reais após os dados fracos de abril a junho.

A equipe liderada por Felipe Vinagre destacou que a empresa tem estado sob pressão em função de dúvidas com relação à governança corporativa e à renovação do contrato com a Gol, bem como sua política de dividendos e situação financeira mais desafiadora da controladora, entre outros fatores. “…até a greve dos caminhoneiros, as esperanças eram de que a trajetória histórica de forte desempenho operacional ajudasse a compensar os ventos contrários, mas, ao invés disso, os fracos resultados do segundo trimestre reforçaram a tempestade.”

Para a Coinvalores, a companhia conseguiu bom desempenho no tocante a acúmulo de milhas, com alta de 21,9% em doze meses, o que levou a elevação de 18,8% no faturamento bruto, sempre lembrando que no setor, faturamento é diferente de receita, já que o faturamento é o volume financeiro do total de milhas vendidas, que só vão virar receita quando forem resgatadas, o que pode ou não acontecer no mesmo trimestre.

A receita bruta de resgate também seguiu saudável, 16,3% acima do 2T17, mas a partir daí, os números da companhia vieram abaixo da expectativa. A receita líquida consolidada da companhia caiu 8,9% em doze meses e 19,8% em apenas três meses, com destaque para a forte redução na receita de breakage (com pontos que vencidos), não muito explicada no release.

O SG&A também veio pior que o esperado, com alta de 5,0% em apenas três meses e 35,2% na comparação anual. Com menores receitas financeiras, por conta da redução da taxa de juros, o bottom line veio 20,7% inferior ao do mesmo período do ano passado. Os analistas esperam por reação negativa do mercado, apesar da forte performance de acúmulo de milhas.

Resultado

A empresa de programas de fidelidade Smiles teve queda no lucro do segundo trimestre, refletindo o recuo nas receitas com milhas expiradas sem resgate e o forte aumento das despesas operacionais.

A empresa, que gerencia o programa de recompensas da sua controladora, a companhia aérea Gol, anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 114,2 milhões de reais no período, queda de 20,7% ante mesma etapa de 2017.

O resultado medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 134,9 milhões de reais entre abril e junho, um declínio de 20,8% ano a ano. A margem Ebitda caiu 10,2 pontos percentuais no comparativo anual, para 68,1%.

Com Reuters. 

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