Preços dos imóveis caem 0,06% em agosto e 0,29% no ano, mostra FipeZap; perda real é de 4,42% em 12 meses

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O momento continua bom para quem pensa em comprar imóvel, com espaço para negociação diante da queda dos preços. O Índice FipeZap, que monitora o comportamento do preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras por meio de anúncios – encerrou o mês de agosto próximo da estabilidade, com variação de 0,06% em relação a julho. O percentual ficou um pouco abaixo da projeção do mercado no Boletim Focus do Banco Central para a inflação esperada para o IPCA do IBGE de agosto, de zero ou estabilidade.

Com isso, o índice aponta queda de 0,29% nos preços médios dos imóveis de janeiro a agosto. Já em 12 meses encerrados em agosto, a queda nominal é de de 0,32% comparada a uma inflação do IPCA de 4,29% no período, o que representa uma perda real de 4,42%.

Avaliadas individualmente, apenas 6 das 20 cidades monitoraras registraram aumento mensal de preço acima de +0,1%, com as altas mais expressivas observadas em: Goiânia (+0,30%), Salvador (+0,26%) e Santo André (+0,16%). Entre as 9 cidades monitoradas que apresentaram queda nominal no preço inferior a -0,10% em agosto, os recuos mais expressivos foram notados em: Florianópolis (-0,49%), Porto Alegre (-0,40%) e Niterói (-0,34%).

Os preços residenciais de venda nas demais cidades (5 no total, incluindo São Paulo e Distrito Federal) permaneceram próximos da estabilidade,com variações mensais entre+0,10% e -0,10%. São Paulo teve queda de 0,01% e o Rio de Janeiro, 0,19% em agosto.

Perda real no ano é de 3,14%

No acumulado do ano, a queda de 0,29%, em termos nominais, corresponde a uma perda real de 3,14%, considerando a inflação acumulada de 2,94% no período pelo IPCA

Individualmente, 12 das 20 cidades monitoradas pela FipeZap registraram em 2018 queda nominal no preço de venda (inferior a -0,10%), entre elas: Rio de Janeiro (-2,65%), Niterói (-2,46%) e Fortaleza (-1,16%). Já entre as 7 cidades com variação no preço acima de 0,10%, a alta acumulada foi mais expressiva: em São Caetano do Sul (+2,20%), São Paulo (+1,41%) e Goiânia (+1,36%). Em Florianópolis, especificamente, os preços residenciais de venda permanecem próximos da estabilidade em 2018,com variação de 0,09%.

Rio tem maior perda em 12 meses

Nos últimos 12 meses, 11 das 20 cidades pesquisadas apresentaram queda nominal no preço, entre as quais Rio de Janeiro (-4,24%), Niterói (-3,30%) e Santos (-2,07%). Considerando aquelas cidades em que houve aumento nominal do preço médio, as maiores variações foram registradas em São Caetano do Sul (+2,94%), Vitória (2,37%) e Goiânia (+2,33%).

Todas as cidades monitoradas apresentaram variação de preço inferior à inflação acumulada no período (4,29%)

O preço médio de venda residencial em agosto nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.529 por metro quadrado. Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro mais elevado do país (R$ 9.494/m²), seguida por São Paulo (R$ 8.7967/m²) e Distrito Federal (R$ 7.788/m²).

Já as cidades monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m² foram Contagem(R$ 3.511/m²), Goiânia(R$ 4.164/m²)e Vila Velha(R$ 4.692/m²).

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