Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cai 4,9% em agosto; barril segue em alta

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A Petrobras (BOV:PETR4) informou ontem que, em agosto, a sua produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN), foi de 2,47 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,35 milhões boed produzidos no Brasil e 116 mil boed no exterior. A produção total, local e internacional, caiu 5,1% em relação a julho. Já a produção no país caiu 4,9% no mês. A produção total operada da companhia (parcela própria e dos parceiros) foi de 3,15 milhões boed, sendo 2,99 milhões boed no Brasil.


Segundo a estatal, a queda na produção mensal em agosto foi provocada pela concentração de paradas programadas para manutenção, que ocorreram no navios-sonda FPSO Cidade de Angra dos Reis e FPSO Cidade de Maricá, localizados no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, nas plataformas P-25 e P-31, localizadas no campo de Albacora no pós-sal da Bacia de Campos, e da continuidade da parada da plataforma de Mexilhão.

Apesar da queda, a Petrobras mantém a meta de produção divulgada no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, tendo em vista o crescimento de produção das plataformas que já iniciaram operação esse ano (P-74, no campo de Búzios, e FPSO Cidade de Campos, no campo de Tartaruga Verde e Mestiça) e o início da produção de novos sistemas previstos para o 4º trimestre de 2018.

Petróleo segue em alta, acima de US$ 80 o barril

No exterior, os preços do barril do petróleo continuaram em alta hoje, depois de superar os US$ 80 ontem e atingir o maior preço em quatro anos. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, subia 0,9%, para US% 81,28 o barril. Os preços subiram após os integrantes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e outros independentes, como a Rússia, terem acertado no fim de semana que vão manter os limites de produção.

A ação desses países e o embargo dos Estados Unidos ao Irã e à Venezuela tendem a manter a oferta de petróleo reduzida em meio à retomada da economia global, o que tende a aumentar os preços. O impacto deve ser forte nos países emergentes que importam o produto e que já enfrentam pressões inflacionárias por conta da valorização do dólar, caso de Turquia, Argentina e Brasil.

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