Taxas do Tesouro Direto: quais os custos deste investimento?

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Muitos investidores têm se mostrado insatisfeitos com os rendimentos oferecidos pela poupança. Na busca de alternativas para investir com a mesma segurança e mais rentabilidade, o Tesouro Direto tem sido uma opção bastante procurada. Isso porque a modalidade oferece alguns benefícios semelhantes aos da poupança, como praticidade e liquidez diária.

Um detalhe dos títulos públicos que não costuma a agradar muitos investidores é que é preciso arcar com taxas do Tesouro Direto, algo que não acontece na poupança. No entanto, quando se faz o investimento de forma planejada, esses valores não atrapalham um resultado positivo e o Tesouro consegue entregar um rendimento melhor que a poupança da mesma forma.

Tipos de títulos públicos

Existem diferentes tipos de títulos do Tesouro Direto. Eles são separados de acordo com a forma de rentabilidade que cada um deles possui. Existem títulos onde o investidor recebe os juros sobre o capital investido no vencimento do contrato e também aqueles em que o pagamento da remuneração pode ser realizado semestralmente.

A diferença também está na taxa de rentabilidade dos tipos de títulos públicos, que pode ser prefixada, pós-fixada ou até mesmo híbrida. A escolha do título ideal vai depender dos objetivos do investidor e do cenário que a economia estiver atravessando.

Alguns dos títulos do Tesouro Direto que o investidor pode encontrar no mercado são:

  • Tesouro Prefixado (antigo LTN)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antigo NTN-F)
  • Tesouro Selic (antigo LFT)
  • Tesouro IPCA+ (antigo NTN-B Principal)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Cada tipo de título possui valores diferentes e consequentemente o aporte mínimo inicial também varia de um título para outro. De maneira geral, o menor valor possível para começar a investir em títulos públicos é de apenas R$30.

Quem quiser consultar os valores exatos, pode acessar o site oficial do Tesouro Direto. A informação estará disponível na Tabela de Preços e Taxas.

Entender essa tabela não é nenhum mistério. Ela traz as seguintes informações:

  • Título: o tipo de título público que está sendo negociado no momento.
  • Vencimento: data em que o título será resgatado automaticamente e o dinheiro é repassado pelo Tesouro Nacional ao Agente de Custódia (no caso, um banco ou corretora de valores) que, após a dedução de taxas e impostos, repassa ao investidor.
  • Taxa (a.a.) – Compra: se refere à taxa de rentabilidade bruta ao ano que o investidor vai receber se comprar o título naquele momento e permanecer com ele até o vencimento.
  • Taxa (a.a.) – Venda: caso o investidor decida vender seu título antes do vencimento, essa será a taxa bruta que ele irá receber.
  • Preço Unitário dia – Compra: é o preço de uma unidade daquele determinado título do Tesouro Direto. Porém, o investidor não precisa comprar o título todo, podendo adquirir apenas uma fração dele que seja de, no mínimo, 1%.
  • Preço Unitário dia – Venda: caso realize a venda do título ao Tesouro Nacional antes do vencimento, o investidor receberá o valor bruto descrito neste campo.

O investidor que entende cada campo explicado acima, consegue interpretar com facilidade a tabela disponibilizada no site oficial do Tesouro Direto e pode avaliar qual tipo de título oferece as melhores oportunidades de investimento.

Taxas do Tesouro Direto

Após avaliar a tabela e realizar a compra dos títulos públicos, o investidor precisará arcar com duas taxas cobradas no Tesouro Direto: uma pela sua Instituição Financeira pela qual se investe e uma cobrada pela Bolsa de Valores. Entenda cada uma delas melhor:

  • Taxa cobrada pela Bolsa: Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Essa taxa é cobrada a partir da liquidação da operação de compra.
  • Taxa cobrada pela Instituição Financeira: essa taxa vai depender da instituição que o investidor tiver escolhido para ser a intermediadora dos seus investimentos. Ela pode ser cobrada anualmente ou então por operação, o que é mais comum.

A taxa cobrada pela Bolsa não varia, porém a cobrada pela instituição financeira pode variar bastante. Por isso, é importante que o investidor escolha instituições que cobrem um valor justo para que seus rendimentos não fiquem prejudicados. Em muitos casos, as corretoras de valores costumam isentar o investidor deste custo.

Outros valores que incidem sobre o investimento em títulos públicos é IOF e Imposto de Renda. No caso do IOF, ele deverá ser pago caso o investimento dure menos de 30 dias. Ou seja, se você aplicar dinheiro no Tesouro e ele tiver duração superior a 30 dias, já não será preciso pagar IOF.

No caso do Imposto de Renda, também há uma vantagem em deixar o investimento o maior tempo possível. Isso porque a alíquota é regressiva, isto é, quanto mais tempo a aplicação dura, menor será o percentual a ser pago. Por exemplo, enquanto um investimento que durou 160 dias vai pagar uma alíquota de 22,5%, quem resgatar um investimento com duração de 750 dias, pagará 15% de IR.

É claro que o custo é um fator importante na hora de decidir investir, mas não deve ser o único parâmetro usado. Afinal, não quer dizer que a melhor instituição é aquela que cobra a menor taxa. O ideal é sempre avaliar o melhor custo-benefício para obter os melhores resultados possíveis. 

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