Tesouro Selic: o investimento atrelado à taxa básica de juros brasileira

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O ano de 2017 terminou com excelentes números para o Tesouro Direto. Esse tipo de investimento faz parte de um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a Bolsa de Valores, para comercialização de títulos públicos federais pela internet.

Dessa forma, o investidor tem uma modalidade segura e rentável para aplicar seu capital e o governo pode captar recursos para financiar suas atividades.

No ano passado, foram registradas cerca de 2,17 milhões de operações e R$19,438 bilhões em aplicações, de acordo com um balanço divulgado pelo próprio Tesouro Nacional. Além de grandes números que mostram a popularidade da aplicação entre os brasileiros, o balanço trouxe outros dados interessantes.

O estoque fechou 2017 com 60,1% de títulos remunerados por índices de preços. Outros 23,1% são papéis corrigidos pela taxa Selic e 16,8% títulos prefixados. Isso comprova que os títulos possuem características diferentes e, dependendo do cenário que a economia atravessa, são mais ou menos procurados.

Entre os títulos citados, um dos títulos que viveram essa mudança foram os vinculados à taxa básica de juros brasileira. Entenda a seguir suas particularidades.

Conheça o Tesouro Selic

O Tesouro Direto Selic é um investimento em títulos públicos federais e até 2015 era conhecido como Letra Financeira do Tesouro (LFT). Sua rentabilidade é classificada como pós-fixada, isso significa que o investidor não consegue saber com certeza quanto exatamente será o seu rendimento no momento do resgate. Isso porque a taxa que o investimento está atrelada é variável. No caso do Tesouro Selic, como o próprio nome já sugere, sua rentabilidade é vinculada à taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Esse tipo de título pode ser considerado mais conservador do que os demais papéis oferecidos pelo Tesouro Direto. O motivo é simples: seus retornos variam juntamente com a taxa básica da economia. Dessa forma, se a taxa sobe, sua rentabilidade sobe junto.

Sua rentabilidade é calculada diariamente, portanto quem investe nesse título hoje não necessariamente vai receber os rendimentos de acordo com o valor de hoje apenas. Mas sim a progressão diária da taxa no decorrer de todo o prazo de investimento, da contratação até o resgate.

Dessa forma, este é um tipo de investimento mais indicado para cenários em que há perspectiva de que a taxa Selic suba, ou que pelo menos ela permaneça em um patamar alto. Esse fator torna o título um investimento atraente para momentos de crise, quando o governo aumenta a taxa Selic na intenção de, entre outras coisas, conter a inflação alta e atrair investidores.

Porém, o contrário também pode acontecer. Se a economia melhora, o governo pode reduzir as taxas para incentivar o consumo, os investimentos das empresas e a recuperação da economia.

Fluxo de pagamento

O fluxo de pagamento do Tesouro Selic é muito simples: o investidor aplica o valor desejado e quando solicita o resgate ou o título vence, recebe de volta o valor investido mais a rentabilidade do período do investimento.

Resgate

Em caso de resgate antecipado, ou seja, antes do final do contrato, o Tesouro compra os títulos de volta. Dessa forma, caso necessite do dinheiro antes do prazo combinado, o investidor não precisa esperar que apareça um comprador para adquirir seus títulos.

Incidência de Imposto de Renda

O Tesouro Selic é um investimento que incide Imposto de Renda e a tributação é descontada automaticamente no momento do resgate. A alíquota segue a lógica de quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor será o desconto. Se a aplicação for inferior a 30 dias, também será cobrado IOF.

O Tesouro Selic, assim como outras modalidades, é um investimento que é interessante se for adequado ao perfil do investidor. O ideal é conhecer o mercado, entender sua dinâmica e escolher os tipos de investimentos que mais se enquadram na realidade do investidor.

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