Bolsa no último pregão antes das eleições; PIB norte-americano

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Economia norte-americana desacelera em linha com as expectativas dos mercados. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou uma variação positiva de 3,5% no terceiro trimestre de 2018, após crescimento de 4,2% no segundo trimestre, e 2,8% no mesmo período do ano anterior. A primeira estimativa do PIB veio dentro do intervalo das projeções de mercado (~3,3%). Veja abaixo o desempenho trimestral:

Atividade econômica

O PIB deste trimestre foi fortemente impactado pela despesa das famílias, com alta de 4,0% no período. Também teve forte impacto no PIB a variação de estoques. A divulgação deste trimestre mostrou um retorno da participação das famílias no crescimento econômico, enquanto alguns números decepcionam no lado das firmas, que tiveram um primeiro semestre robusto.

Mercados acionários

Os mercados acionários internacionais registram prejuízos em todas as regiões. Os resultados corporativos das empresas norte-americanas de tecnologia desapontaram estimativas, criando uma turbulência generalizada. A bolsa de Nasdaq é destaque negativo, sinalizando uma abertura com queda de aproximadamente 2,0%. O conjunto de ações conhecido como FANG Stocks (acrônimo de quatro gigantes do setor de tecnologia — Facebook, Amazon, Netflix e Google[Alphabet]) concentra boa parte do peso nos índices americanos.

Na Europa, os resultados também desapontaram. Algumas divulgações mostraram que o crescente aumento dos preços de insumos e os salários tiveram contribuições negativas para uma série de firmas. A desaceleração da atividade econômica chinesa permanece como preocupação para os agentes econômicos da área, que podem revisar suas perspectivas futuras de investimentos. O dólar registra leve alta em relação aos seus principais pares, e o Euro/Dólar é negociado a 1,335.

No Brasil, o dia promete volatilidade, mas não define um viés na trajetória do índice. A reação inicial ao resultado do Datafolha (que mostrou uma redução da vantagem de Bolsonaro sobre Haddad de 18 p.p. para 12p.p.) foi negativa, mas logo houve inversão na medida que os investidores começaram a digerir os resultados do Crusoé Pesquisas (60,6% Bolsonaro contra 9,4% Haddad). Os resultados corporativos de firmas nacionais também dão norte aos ativos na medida que a safra de balanços se intensifica.

Expectativas dos agentes

Os mercados internacionais vão digerir ao longo do dia os resultados das empresas e o PIB norte-americano. O destaque, no entanto, deve ficar por conta do S&P, que pode revisar para baixo o rating soberano da Itália. No Brasil, a alta volatilidade deve prevalecer nas vésperas do resultado eleitoral.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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