Bom dia, Investidor! 18 de outubro de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

Pré Market 

O mercado financeiro brasileiro segue animado com a perspectiva de vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais. À medida que a data de votação em segundo turno se aproxima, no dia 28 de outubro, e o cenário eleitoral não muda, os investidores vão embutindo nos preços dos ativos a possibilidade de um governo liberal-reformista a partir de 2019. Mas essa expectativa ainda depende dos detalhes das propostas econômicas do candidato.

Os investidores têm minimizado o fato de Bolsonaro ainda não ter apresentado uma sólida proposta para resolver o problema da deterioração fiscal, cuja solução é bem menos fácil do que muitos parecem acreditar. Muitas dúvidas ainda persistem, com os planos econômicos sendo uma grande incógnita e sua implementação uma incerteza ainda maior, a despeito do otimismo nos negócios locais.

Sem participar de debates para detalhar as propostas, é perceptível o tom de Bolsonaro abaixo das promessas eleitorais e sua frágil visão econômica, em entrevistas concedidas na TV. Ele não tem solução pronta para a economia e sempre atribui a responsabilidade da pauta econômica a Paulo Guedes, seu “Posto Ipiranga”.

Com isso, os investidores se tranquilizam com promessas rasas, de manutenção do atual tripé macroeconômico e respeito à independência do Banco Central. Ninguém sabe, portanto, o que vai ser um governo Bolsonaro. Ainda assim, o mercado começa a apostar que ele pode conseguir fazer as reformas necessárias com rapidez, com aval do Congresso.

O fato é que o mercado financeiro brasileiro não está se iludindo com a promessa de programa econômico em um governo Bolsonaro, pois desconfia do viés liberal do deputado – após passar a carreira defendendo a ditadura e a tortura – e da pauta reformista de Guedes – outrora chamado de Beato Salu, o pregador catastrófico de uma antiga novela. Por ora, o importante (ou conveniente) é a alternância de poder, tirando o PT do Palácio do Planalto.

Por Olívia Bulla. 

Destaques corporativos 

JBS (JBSS3): A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating da JBS de ‘B1’ para ‘Ba3’. A perspectiva é “estável”. A informação foi divulgada pela companhia nesta quarta, 17.

BRF (BRFS3): Segundo o jornal Estado de S. Paulo e o Globo, a BRF está em fase inicial de negociação de um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU).

Eletrobras (ELET6): A Câmara FGV de Mediação e Arbitragem decidiu nesta quarta-feira, 17, que a Eletrobras não está obrigada a comprar energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A informação foi confirmada pela estatal em comunicado ao mercado após o pregão.

Recomendação de ativos 

Cemig (CMIG4): O banco BTG Pactual rebaixou a recomendação da Cemig para neutra.

Notícias

Minério de ferro: Os contratos futuros do minério de ferro, negociados na bolsa de Dalian, encerraram a jornada desta quinta-feira com ganhos de 0,68% a 517,50 iuanes por tonelada.

Dólar: O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (17), abaixo de R$ 3,70 pela primeira vez em quase cinco meses, com os investidores de olho na trajetória de juros nos Estados Unidos e no desfecho eleitoral no Brasil. A moeda norte-americana recuou 1,04%, vendida a R$ 3,6815. É o valor mais baixo desde o dia 25 de maio, última vez em que havia fechado abaixo de R$ 3,70, negociada a R$ 3,6651. (G1)

Agenda econômica

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