Eleições 2018: Pesquisa do BTG mostra Bolsonaro em queda e empate técnico com Haddad no 2º turno; Alckmin sobe

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Eleições 2018: Pesquisa patrocinada pelo banco de investimentos BTG Pactual feita por telefone pelo Instituto FSB Pesquisa nos dias 29 e 30 de setembro mostra uma ligeira queda nas intenções de voto para o candidato favorito, Jair Bolsonaro, do PSL, no primeiro turno da eleição presidencial e crescimento do petista, Fernando Haddad.

A eleição será no próximo domingo, 7 de outubro. No segundo turno, o cenário se repete em um eventual confronto entre os dois candidatos, que estão agora praticamente empatados. A pesquisa mostra também o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, superando Ciro Gomes, do PDT, no terceiro lugar, mas longe ainda dos dois favoritos. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, e o intervalo de confiança é de 95%.

Ataques a Bolsonaro e desgastes reduzem popularidade

A pesquisa do BTG confirma a tendência dos outros levantamentos recentes, refletindo o desgaste de Bolsonaro, alvo de fortes ataques de adversários e de grupos nas redes sociais, além do efeito de declarações infelizes de seu assessor econômico, Paulo Guedes,  sobre recriar a CPMF, e de seu vice, general Hamilton Mourão, que criticou o 13º salário.

Já Haddad estaria mostrando sinais de estabilização após a sua oficialização como candidato do PT. O crescimento de Alckmin é um sinal de que a estratégia do tucano de atacar Bolsonaro e afirmar que o candidato do PSL perderia para Haddad no segundo turno está dando algum efeito, mas ainda é muito tímida para mudar o quadro de um segundo turno entre o candidato petista e o capitação reformado.

As tendências podem ser confirmadas hoje à noite com a pesquisa do Ibope, que divulgará uma pesquisa presencial em parceria com a Rede Globo.

Voto espontâneo mostra queda de Bolsonaro

No levantamento espontâneo, em que o eleitor tem de lembrar o nome do candidato em quem vai votar, Bolsonaro cai de 31% para 28% das intenções, enquanto Haddad oscila de 17% para 18%. Outro destaque é o crescimento de Alckmin no voto espontâneo, de 4% para 7%, empatando com Ciro Gomes, o que deve ser efeito da campanha no rádio e televisão do tucano.

Queda de Bolsonaro na pesquisa estimulada é menor

Já na pesquisa estimulada, quando o eleitor recebe uma lista de nomes para escolher, Bolsonaro cai de 33% para 31%, enquanto Haddad sobe um ponto percentual, de 23% para 24%. A redução no ritmo de crescimento de Haddad pode indicar que o candidato do PT está se estabilizando depois da transferência dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era o nome do partido, mas está inelegível por ter sido condenado em segunda instância pelo caso envolvendo suborno com o recebimento de um triplex no Guarujá de uma empreiteira. Haddad e o PT também passaram a ser alvos de ataques dos demais candidatos.

A pesquisa estimulada indica ainda uma queda de Ciro Gomes, de 10% para 9%, acompanhada de um crescimento de Geraldo Alckmin, de 8% para 11%. Marina Silva, da Rede Sustentabilidade caiu de 5% para 4%. Os que não vão votar em ninguém caíram de 7% para 6% e os que não sabem em quem votar são 4%.

Segundo turno tem empate técnico entre Bolsonaro e Haddad

Em um segundo turno, Bolsonaro aparece com 43% dos votos, um ponto a menos que na pesquisa anterior, praticamente empatado com Haddad, que tem 42% dos votos, dois a mais que no levantamento anterior. Os que não sabem em quem votariam ou não responderam são 2%. Lembrando que a margem de erro é de 2 pontos para cima ou para baixo.

O candidato do PSL teria 47% dos votos masculinos e 39% das mulheres, situação inversa de Haddad, que tem mais eleitoras mulheres, 44%, do que homens, 39%. Haddad tem mais votos entre os mais jovens, 52% dos eleitores entre 16 e 24 anos, enquanto Bolsonaro tem mais eleitores entre 25 e 40 anos, 45%. Os eleitores de baixa renda apoiam mais Haddad, 52% dos eleitores entre um e dois salários mínimos, enquanto 52% dos eleitores de Bolsonaro ganham mais de 5 salários mínimos.

Haddad predomina no Nordeste, com 56% dos votos, enquanto Bolsonaro tem 49% dos votos no Sudeste e 48% no Sul.

Ciro tem vantagem sobre Bolsonaro e Alckmin ultrapassa

Em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Ciro Gomes, o candidato do PDT teria 45% dos votos, contra 41% do ex-capitão. Ciro subiu 2 pontos percentuais e Bolsonaro ficou estável.

Já em uma disputa entre Bolsonaro e Alckmin, o tucano aumentou o percentual de votos de 40% para 42%, enquanto o candidato do PSL ficou estável em 41%. Estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro da pesquisa de 2 pontos para cima ou para baixo

Já em relação a Marina, Bolsonaro venceria com 44% votos, para 39% da candidata, que subiu de 36% para 39%. O capitão reformado oscilou um ponto para baixo, de 45% para 44%.

Rejeição de Bolsonaro oscila 1 ponto para cima

A rejeição do candidato do PSL oscilou de 48% para 49% na pesquisa atual do BTG. Já os que admitem poder votar nele caíram de 46% para 44%.

A rejeição do candidato do PT, Fernando Haddad, subiu de 48% para 50% na pesquisa atual. Os que poderiam votar nele caíram de 41% para 40%, o que pode ser explicado pelos ataques dos demais candidatos ao partido.

A rejeição de Geraldo Alckmin também cresceu, de 47% para 51%, enquanto os que poderiam votar no tucano caíram de 47% para 44%.

Ciro Gomes, do PDT, viu sua rejeição cair de 47% para 44% e a disposição de voto subir de 46% para 48%. Marina Silva passou de 60% para 56% de rejeição, enquanto a disposição de votar subiu de 35% para 39%.

Eleitores de Ciro seriam os mais propensos ao voto útil

A disposição de mudar o voto para impedir a vitória de um candidato indesejado também foi pesquisada pelo BTG. Na média, 43% dos eleitores poderiam mudar seu voto. No levantamento, o maior percentual dos que fariam voto útil são os eleitores de Ciro Gomes, com 67% afirmando que poderiam mudar. João Amoêdo, do Novo, tem 51%, Fernando Haddad, 46%, Henrique Meirelles, do MDB, 45%, Marina Silva, 44%, Álvaro Dias, do Podemos, 42%, Geraldo Alckmin, 42% também e Jair Bolsonaro, 34%.

Comentários

  1. Antonio Mauricio da Silva Lopes diz:

    Mais uma pesquisa que nao esta em acordo com a voz do povo nas ruas, tambem de quem comanda a pesquiza nao podia esperar outra coisa, infelizmente, pura manipulação com sempre.

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