IGP-M avança; queda nos mercados acionários internacionais

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IGP-M avança com forte influência de combustíveis. O IGP-M registrou variação de 1,06% no primeiro decêndio de outubro, superior à variação registrada na ultima divulgação (0,79%). As maiores influencias positivas para o índice vieram de combustíveis, causando forte impacto nos componentes do produtor e do consumidor. O índice de preços ao produtor amplo (IPA) teve alta de 1,20% para 1,40%, enquanto o índice de preços ao consumidor (IPC) registrou alta de -0,04% para 0,44%. O índice nacional de custo da construção (INCC) também subiu, de 0,10% para 0,31%, apresentando um aumento nas despesas com mão de obra e materiais, equipamentos e serviços.

Atividade econômica

Mercados acionários

Os agentes continuam a monitorar a curva de rendimento do Tesouro dos EUA, que registrou máximas de 3,24%, mas permanece estável no patamar de 3,23%. A T-note 10 anos tem atuado como um sinalizador para a tendência de negócios em Wall Street, fazendo com que os investidores migrem de ativos de maior risco para o mercado de bonds.

As bolsas americanas e europeias apresentam uma queda nesta quarta-feira, com destaque negativo para o Nasdaq (-1,7%), S&P (-1,0%) e Frankfurt (-1,3%). No mercado de divisas, o dólar mostra fraqueza em relação aos seus principais pares. O euro é negociado a $1,152, valorização de 0,3%. Já no Brasil, o dólar tem alta de 1,5%, mas ainda acumula queda de 7% em outubro. A bolsa brasileira demonstra uma realização dos lucros que vieram com a corrida eleitoral até o 1° turno, com 2% de queda.

Expectativas dos agentes

Os mercados acionários internacionais vão digerir indicadores econômicos dos Estados Unidos, como inflação ao produtor e dados referente ao atacado. Ademais, o furacão Michael, que se aproxima dos EUA, terá um forte impacto, especialmente nos preços das commodities. Há grandes temores em relação ao furacão, que deve interromper uma parcela relevante da produção norte-americana de petróleo bruto. 40% da produção offshore no Golfo do México já foi interrompida como meio de preparo ao furacão; enquanto isso, os preços do petróleo registram leve queda.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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