Otimismo chinês contamina mercados; pesquisas eleitorais e balanços serão destaque

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Novamente o mercado ajusta suas expectativas para uma taxa de câmbio mais depreciada. O Banco Central do Brasil divulgou nesta manhã o relatório Focus, que apresenta a mediana das expectativas dos analistas. Novamente, o mercado projeta uma queda do dólar no mercado doméstico. A taxa de câmbio (para o fim do período) caiu de R$/US$ 3,81 para R$/US$ 3,75. O IPCA manteve a sua trajetória de alta pela sexta semana consecutiva, agora sendo estimado em 4,44% no final do ano.

Atividade econômica

Mercados acionários

Os mercados acionários internacionais sobem forte, iniciando a semana com o pé direito. O principal catalisador do otimismo é o programa de estímulos na China. Pequim pretende implementar um corte de impostos e taxas que pode superar 1% do PIB, impulsionando a bolsa de Xangai (4,09%) e, por conseguinte, as demais bolsas asiáticas. Os dados econômicos de sexta-feira (sobretudo PIB e produção industrial) sinalizaram uma desaceleração na atividade econômica da China, e o governo chinês agiu rápido em tranquilizar os mercados. Em meio a uma “guerra comercial” e condições financeiras apertadas, o varejo será grande beneficiado, uma vez que faz parte dos planos uma isenção de imposto de renda das famílias.

Na sessão europeia, as bolsas também são negociadas em alta. Além da noticia positiva na China, a divulgação de balanços relativos ao terceiro trimestre tem maior ritmo. Os bancos europeus devem permanecer no foco das divulgações nesta semana. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam uma abertura com alta de 0,5%. O registra uma valorização em relação aos seus principais pares, e a T-note 10 anos tem queda, retornando ao nível de 3,18%.

No Brasil, as manifestações a favor de Bolsonaro no fim de semana dão suporte ao candidato e aos ganhos nesta segunda-feira. As divulgações de pesquisas serão intensificadas nesta semana, criando um ambiente mais suscetível às oscilações de mercado. Enquanto o Ibovespa sobe (0,7%) e há quedas no dólar (-0,2%) e nos juros, subentende-se que os investidores minimizaram as investigações da Justiça Eleitoral.

Expectativas dos agentes

O dia possui uma agenda econômica bastante irrelevante, criando gaps que serão preenchidos pela safra de balanços relativos ao terceiro trimestre de 2018. Há grandes expectativas para os resultados na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui, teremos Vale, Fibria, Suzano, Usiminas, Via Varejo e outras.

Ainda no Brasil, atenção às pesquisas eleitorais. Além da pesquisa CNT/MDA (12h00), teremos a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo amanha (23/10) e Datafolha na quinta-feira.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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