Refinaria de Manguinhos (RPMG3) registrou prejuízo de R$ 78.07 milhões no 1º trimestre de 2018

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A companhia Petroleos Manguinhos anunciou um prejuízo líquido de R$ 78.07 milhões no 1º trimestre de 2018, valor 114,49% maior que o prejuízo líquido de R$ 36.4 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o 4º trimestre de 2017 (prejuízo líquido de R$ 44.14 milhões), houve uma piora de 76,85% na performance da empresa.

Já a receita líquida da companhia diminuiu 0,13% de um ano para o outro, passando de R$ 200.37 milhões para R$ 200.11 milhões. Em relação ao último trimestre (R$ 146.26 milhões), a receita aumentou 36,82%.

Os ativos totais da Refinaria de Manguinhos totalizaram R$ 1.45 bilhão no 1º trimestre de 2018, soma 86,10% maior que o saldo de R$ 781.55 milhões registrado no encerramento do mesmo período do ano anterior.

O patrimônio líquido da companhia, por sua vez, apresentou deterioração de 12,67%, ao comparar todos os valores contábeis que os seus sócios possuíam no fechamento do 1º trimestre de 2018 (patrimônio líquido negativo de R$ 2.45 bilhões) com a mesma data em 2017 (patrimônio líquido negativo de R$ 2.18 bilhões).

A dívida líquida ficou em R$ 25.63 milhões no encerramento do 1º trimestre de 2018, queda de 46,52% ante os R$ 47.92 milhões registrados no ano anterior.

Todos estes dados referem-se à consolidação do resultado financeiro da companhia Petroleos Manguinhos (BOV:RPMG3) com o resultado financeiro de todas as suas companhias subsidiárias (empresas controladas, de maneira direta ou indireta, pela companhia) relacionadas ao 1º trimestre de 2018.

Acesse o balanço financeiro completo desta companhia, clicando aqui. Não deixe de conferir também seus indicadores fundamentalistas, clicando aqui.

Conheça a Refinaria de Manguinhos

Fundada em 1954, a Refinaria Manguinhos, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, é uma das poucas refinarias privadas do país. A empresa retomou plenamente suas atividades em 2015, depois de revogada, pelo Supremo Tribunal Federal, a desapropriação de seu terreno. A desapropriação havia sido decretada em 2012 pelo então governador Sérgio Cabral e forçou a refinaria a reduzir drasticamente suas atividades naquele período.

Em razão da tentativa de desapropriação a empresa foi obrigada a pedir proteção contra os credores e encontra-se hoje em processo de recuperação judicial, cujo plano já foi aprovado em assembleia de credores.

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