Repercussões da ata do FOMC continuam

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Federal Reserve: Ata do FOMC deu tom hawkish aos mercados, com sinalizações de uma política monetária restritiva. A ata da última reunião do Comitê Federal de Política Monetária (FOMC, em inglês), deu sinais de uma continuidade na alta da taxa de juro nos Estados Unidos, uma política consistente com a expansão econômica, de acordo com os dirigentes. Um grande número de participantes viu a necessidade de elevar acima da taxa neutra de longo prazo, algo que já era evidenciado nas projeções das atas. O relatório fez menção aos países emergentes mais vulneráveis, mas não incluiu o Brasil.

Atividade econômica

Mercados acionários

Os mercados acionários internacionais operam majoritariamente em queda. A sessão asiática iniciou os negócios do dia com queda forte, impulsionada pela ata do Fed. O receio com a continuidade do aumento na taxa de juros americana impactou o rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o dólar com altas. A bolsa de Xangai registrou queda de quase 3%, e sua moeda (renminbi) continuou a sofrer uma depreciação. Na Europa, o sentimento era otimista na abertura dos negócios ao passo que os investidores se preparavam para a divulgação de balanços na Zona do Euro. Os ganhos da abertura foram logo cedendo ao pessimismo asiático, que contaminou os ativos de maior risco nas bolsas globais.

No Brasil, onda a agenda de indicadores econômicos é bastante fraca, os espaços foram preenchidos pelas expectativas em torno dos candidatos para a presidência do Brasil e às repercussões internacionais que surgiram com a ata. O real apresenta uma desvalorização, e o índice Bovespa registra queda de aproximadamente 0,9%.

Expectativas dos agentes

Os resultados corporativos serão acompanhados nos Estados Unidos e na Europa. American Express, Blackstone e Novartis divulgarão os seus balanços.

A política monetária deve continuar a chamar atenção nesta quinta-feira: Contrapondo a maioria dos dirigentes do Fed, James Bullard, presidente do Fed St. Louis, disse a pouco que não há necessidade em subir a taxa de juro, de acordo com a Regra de Taylor modernizada. O dirigente não crê que a inflação tenha uma aceleração por causa do baixo desemprego, e também não acredita que os atuais preços de ativos justifiquem a alta acelerada de juros. A manutenção da taxa de juro seria uma política apropriada “considerando o futuro previsível”, de acordo com Bullard. Este membro atualmente não tem poder de voto, e deve se juntar aos dirigentes votantes em 2019.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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