XP Investimentos espera balanços afetados com incertezas político econômicas

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Investing.com – Na semana que antecede o início da temporada brasileira de balanços do terceiro trimestre do ano, a XP Investimentos divulgou, em nota para clientes, suas expectativas para os números do período, esperando crescimento apesar das incertezas político econômicas.

Para os analistas, os resultados devem mostrar tendência observada nos últimos trimestres, mas ficando abaixo do potencial devido à incerteza política pesou de certa forma na atividade no Brasil. Apesar disso, eles esperam que a tendência positiva acelere nos próximos trimestres, com recuperação gradual das expectativas.

Outro ponto é que a depreciação do real continuou a contribuir positivamente para os resultados de nomes relacionados a commodities, casos da Vale (VALE3), Suzano (SUZB3), Siderúrgicas e Frigoríficos, cujo impacto deve ser revertido em parte no quarto trimestre com o movimento contrário.

Destaques positivos

A corretora aposta que alguns papéis devem apresentar números especiais, como o caso da B2W (BTOW3), com o crescimento das vendas online esperado de 27% e do marketplace em 79%, além do menor prejuízo e consumo de caixa.

Para Bradesco (BBDC4), é esperado que o Lucro Líquido seja de R$5,7 bilhões (+9,7% ante 2T), ROE de 19,5% (18,3% maior que no 2T), sustentado pelo crescimento da carteira de Pessoas Físicas (+7,6% diante no mesmo período do ano passado).

Já para a Gerdau (GGBR4), a XP estima R$2 bilhões de EBITDA (+12% na comparação trimestral), sustentado pelos EUA (10% de margem).

No setor de papel e celulose, os analistas esperam que a Suzano tenha R$ 2 bilhões de EBITDA e Klabin (KLBN11) de R$1,2 bilhão, com volumes que devem surpreender positivamente, além de custos menores e resultado impulsionado pela depreciação do real.

Para o Magazine Luiza (MGLU3), a XP estima que a companhia deve continuar apresentando fortes resultados, com vendas mesmas lojas de 16,5% no terceiro trimestre e crescimento de vendas online de 55% na base anual.

Finalmente, para Petrobras (PETR4), é esperado R$35,7bi de EBITDA (+15,1% na base trimestral), refletindo preços de petróleo 2% maiores, depreciação do real de 10% e maiores margens de refino com os reajustes de gasolina e diesel do trimestre.

Destaques negativos

Por outro lado, algumas companhias devem decepcionar. Caso da Ambev (ABEV3), com queda nas vendas do volume de cerveja no Brasil. A XP espera margem EBITDA consolidada em 40,8% vs 40,1% em 3T17.

Outro resultado que deve vir fraco, para os analistas, é da Ultrapar (UGPA3), que esperam um resultado ainda pressionado por margens menores na Ipiranga, balanceado parcialmente por fortes volumes de diesel. Eles ressaltam que nossa visão da ação continua positiva em um horizonte de longo prazo apesar das dificuldades de curto prazo.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) também devem ter números negativos, com as margens do período pressionadas por um real depreciado (R$ 3,94/US$) e custo de combustível mais alto. A XP estima margens operacionais de 5,4% e 6,7% para Gol e Azul respectivamente.

Já para Via Varejo (VVAR11), a expectativa também é de um resultado fraco. Os analistas explicam que, apesar de crescimento vendas online de 13% e venda mesmas lojas de 5,4%, as margens devem ser deterioradas pela dificuldade na implementação do novo sistema de vendas.

Outros destaques

– BRF (BRFS3) – Evolução dos resultados, com EBITDA em R$597 milhões, mas o foco continua na evolução do plano de reestruturação.

– Banco do Brasil (BBAS3) – Lucro Líquido esperado em R$3,5 bilhões (+9,4% vs. 2T), ROE de 13,5% (vs. 12,6% 2T), sustentado pelo crescimento de 5% da margem financeira bruta no trimestre.

– Localiza (RENT3) – Crescimento forte deve ser parcialmente impactado por despesas com juros maiores. A XP espera EBITDA de R$ 380 mi (+14% a/a) e lucro líquido de R$ 164 mi (+17% a/a).

– Vale – Os analistas esperam US$4,2bi de EBITDA, +8% na base trimestral, sustentado por sólidos volumes, prêmios e custo caixa.

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