BTG corta preço-alvo da Cielo de R$ 15,5 para R$ 11 e mantém recomendação neutra

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Investing.com – O BTG Pactual informou nesta segunda-feira que reduziu o preço-alvo das ações da Cielo (BOV:CIEL3) de R$ 15,50 para R$ 11,00 por ação, depois de rever as estimativas dos resultados da companhia para os próximos anos. Para a equipe do banco, apesar do valor atrativo do papel, e dos yields significativos, a recomendação segue neutra. Com isso, as ações operam em queda de 1,04% a R$ 10,49.

Os analisas destacam que na conferência com analistas, após a divulgação do resultado do terceiro trimestre, os executivos da Cielo mostram um tom mais agressivo em relação às outras conversas. A percepção da equipe do banco é que as margens devem diminuir em meio a uma estratégia de guerra de preços.

O BTG ressalta ainda que a Cielo foi obrigada a cortar seus preços em 20% a 30%, em meio a uma estratégia bastante agressiva da Rede e ao IPO da Stone. Com isso o banco estima que resultado do quarto trimestre seja de R$ 750 milhões, o que representa perdas de 8% na base trimestral e de 26% na anual. Além disso, a taxa de juros de pré-pagamento também deve cair nos próximo 12 a 18 meses, indo para abaixo de 15%.

O lado positivo é que essa nova estratégia deve ajudar a Cielo e reduzir as perdas de Market share, principalmente no setor de PME, que é o mais rentável. A combinação de receitas mais baixas, menor rendimento, taxas de pré-pagamento reduzidas e maior custos operacionais (maior investimento em marketing e contratação de vendedores), as margens devem crescer. Assim, o BTG espera que os ganhos reportados em 2019 e 2020 alcancem R$ 2,5% bilhões, 24% e 28% abaixo das estimativas anteriores.

Assim, depois de cair 17% em 2018, o resultado da Cielo deve cair mais 28% em 2019. Para os analistas, o cenário é visivelmente de baixa, mas no momento eles acreditam que em 2020, na melhor das hipóteses, um leve ganho no EPS, como efeito do corte de preços do ano que vem.

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