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Dólar faz JBS ter prejuízo de R$ 133 milhões no 3º tri; lucro recorrente é de R$ 2,1 bi

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A JBS (BOV:JBSS3), maior produtora de proteína animal do mundo e dona da marca Friboi, encerrou o terceiro trimestre com um prejuízo de R$ 133 milhões, ante um lucro de R$ 323 milhões no ano passado. O prejuízo foi causado em grande parte por perdas com a variação do dólar e pela adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (Funrural). Sem esses efeitos extraordinários, o lucro líquido recorrente da empresa seria de R$ 2,135 bilhões.

A receita líquida da JBS foi de R$ 49,402 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 20,1% sobre os R$ 41,144 bilhões do mesmo trimestre de 2017. com destaque para JBS Brasil e Seara, que tiveram crescimento da receita no período de 37,2% e 8,8%, respectivamente. No trimestre, cerca de 73% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a companhia atua e 27% por meio de exportações.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda) depois de ajustes foi de R$ 4,432 bilhões, 2,6% maior que o de 2017. A geração de caixa operacional da JBS cresceu 23,1% em 12 meses, de R$ 3,514 bilhões para R$ 4,324 bilhões. A geração de caixa livre, por sua vez, caiu 28,8%, para R$ 2,295 bilhões.

A dívida líquida da empresa no fim do terceiro trimestre era de R$ 49,542 bilhões, 8,7% maior que os R$ 45,539 bilhões do terceiro trimestre de 2017. Em dólar, a dívida caiu de US$ 14,375 bilhões para US$ 12,373 bilhões.

A JBS encerrou o terceiro trimestre com R$ 12,094 bilhões em caixa. Adicionalmente, a JBS USA possui US$ 1,978 bilhões disponíveis em linhas de crédito rotativas e garantidas, equivalentes a R$ 7,919 bilhões ao câmbio de fechamento do trimestre e conferindo à JBS uma liquidez total de R$ 20,013 bilhões, superior em R$ 17,066 bilhões à dívida de curto prazo.

A alavancagem caiu de 3,42 vezes no terceiro trimestre de 2017 para 3,38 vezes no deste ano. Em dólares, a alavancagem recuou de 3,45 vezes para 2,99 vezes no mesmo período. Segundo a JBS, a porcentagem da dívida de Curto Prazo em relação à dívida total reduziu de 27% para 5% no terceiro trimestre. Do total do endividamento de curto prazo, 57% refere-se a linhas lastreadas às exportações (trade finance) das unidades brasileiras.

A JBS registrou uma despesa financeira líquida de R$ 1,891 bilhões. O resultado das variações cambiais ativas e passivas correspondeu a uma despesa de R$ 1,042 bilhões, enquanto que o ajuste a valor justo de derivativos foi positivo em R$ 211,6 milhões. Os juros passivos foram de R$ 1,130 bilhão e os juros ativos foram de R$ 103,5 milhões. Impostos, contribuições, tarifas e outros resultaram em uma despesa de R$ 33,6 milhões.

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