Bom dia, Investidor! 04 de dezembro de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

Pré Market

O mercado financeiro se deu conta de que a trégua passageira firmada entre Estados Unidos e China mais prolonga as incertezas em relação à guerra comercial do que elimina um dos focos de tensão atual nos negócios globais. Com isso, teve fôlego curto o rali dos ativos de risco ontem – no Brasil, o dólar seguiu acima da faixa de R$ 3,80. E hoje os investidores também devem reduzir o apetite, diante da inesperada pausa em Wall Street amanhã.

A morte do “Bush pai” na noite da última sexta-feira, aos 94 anos, interrompe o pregão nas bolsas de Nova York nesta quarta-feira, em respeito ao Dia Nacional do Luto, que homenageia o presidente norte-americano que selou o fim da Guerra Fria e saiu vencedor na Guerra do Golfo. O depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso, previsto para amanhã, também foi cancelado e ainda não há nova data.

Já nesta terça-feira a agenda econômica no exterior está esvaziada, trazendo apenas as vendas de veículos pelas fabricantes norte-americanas em novembro. Na Europa, sai o índice de preços ao produtor (PPI) em outubro, pela manhã. No fim do dia, na Ásia, saem dados sobre a atividade no setor de serviços na China e no Japão.

Com isso, os investidores aproveitam para avaliar se a reação positiva do mercado financeiro ao cessar-fogo entre as duas maiores economias do mundo não foi exagerada ou se ainda há uma “janela de oportunidade” para engatar um rali de fim de ano, considerando-se também o tom mais suave (“dovish”) do Federal Reserve em relação à alta de juros. A questão é que para ir além, os ativos precisam de um gatilho mais potente.

Por ora, parece que a festa acabou. As bolsas asiáticas tiveram uma pausa, com oscilações laterais em Hong Kong (-0,2%) e em Xangai (+0,4%), ao passo que Tóquio teve queda firme de mais de 2%, em meio ao fortalecimento do iene. A moeda norte-americana perde terreno para as demais moedas rivais, como o euro e a libra, diante da suspensão de novas tarifas nos próximos 90 dias, abrindo espaço para uma valorização do petróleo.

Por Olívia Bulla.

Destaques corporativos

Iochpe-Maxion (MYPK3): O conselho de administração da Iochpe‐Maxion aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio. A informação foi divulgada nesta segunda, 3, após o pregão. O valor do JCP a ser distribuído é de R$ 38.594.000,00 correspondente ao valor bruto de R$ 0,25 por ação, os quais estarão sujeitos à retenção do imposto de renda na fonte, quando aplicável, nos termos da legislação vigente.

Eletrobras (ELET3): A Eletrobras informou que sua controlada Amazonas Energia e a BR Distribuidora assinaram nesta segunda-feira, 3, acordos sobre a dívida que a Amazonas Geração e Transmissão possui com a distribuidora controlada pela Petrobras. A informação consta em fato relevante enviado ao mercado.

Banrisul (BRSR6): O Banrisul deliberou nesta segunda, 3, o pagamento de juros sobre o capital próprio complementares referente ao 4º trimestre de 2018 no valor total de R$ 30 milhões, sendo valor unitário por tipo e classe de ação será de R$0,07332661 por ON, R$0,08065927 por PNA e R$0,07332661 por PNB.

Embraer (EMBR3): A Embraer assinou um pedido firme para três jatos E190 com a Nordic Aviation Capital (NAC), empresa líder global no segmento de leasing de aeronaves regionais. O negócio havia sido anunciado durante o Farnborough Airshow 2018, em julho, como uma carta de intenção. O contrato tem valor de USD 156 milhões, com base nos preços de lista da Embraer.

Recomendação de ativos

Ambev (ABEV3): A equipe de analise do UBS reduziu o preço-alvo da Ambev de R$ 17 para R$ 15,5. A recomendação de venda foi mantida.

ABC Brasil (ABCB4): Os analistas do BTG Pactual elevaram o preço-alvo do ABC Brasil de R$ 19 para R$ 22 no final de 2019.

Notícias

Minério de ferro: A jornada desta terça-feira na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, foi marcada por novos ganhos para os preços dos contratos futuros do minério de ferro. O ativo encerrou com valorização de 1,72% a 472,00 iuanes por tonelada.

Dólar: O dólar opera em queda nesta terça-feira (4), sob influência do mercado internacional diante da preocupação com a economia norte-americana e os temores da guerra comercial mesmo depois da trégua entre Estados Unidos e China. Às 9h15, a moeda norte-americana caía 0,29%, vendida a R$ 3,83. (G1) 

Agenda econômica

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