Bom dia, Investidor! 05 de dezembro de 2018

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Esse é o Bom Dia, Investidor, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

Pré Market

A queda-de-braço dos Estados Unidos com a segunda maior economia do mundo e com a segunda maior potência militar do planeta, respectivamente, China e Rússia, redobra a postura defensiva dos investidores, mantendo o mercado financeiro refém de uma alta volatilidade nos próximos meses. Hoje, porém, o movimento dos ativos de risco tende a ser lateral, por causa da pausa em Wall Street em respeito à morte do presidente Bush, o pai.

Mas nada faz tanto preço no mercado financeiro quanto uma guerra nuclear, em meio à decisão de Washington de suspender a participação dos EUA no tratado de armas nucleares, por causa de violações do governo russo aos termos do acordo. Washington deu um ultimato de 60 dias a Moscou para se esclarecer. As bolsas em Nova York aceleraram as perdas após a notícia e, no fim, encerraram o dia com quedas superiores a 3%, contagiando os demais ativos de risco, em especial os de países emergentes.

A incerteza em relação à Rússia somou-se às dúvidas sobre a trégua comercial com a China e ao achatamento da curva de juros norte-americana. Os investidores estão tentando assimilar a mensagem emitida pela inversão da curva de juros dos títulos norte-americanos (Treasuries), com o rendimento (yield) dos papéis mais curtos superando o dos mais longos.

O movimento, que não acontecia desde 2007, tem ao menos duas leitura. A mais óbvia é de que o achamento da curva mostra que o mercado financeiro está cada vez mais convicto no fim do ciclo de alta dos juros dos EUA pelo Federal Reserve – provavelmente em meados de 2019, com a autoridade monetária começando a cortar a taxa básica já em 2020.

Por Olívia Bulla.

Destaques corporativos

JBS (JBSS3): A JBS informou que, em reunião realizada nesta terça, 4, o conselho de administração elegeu por unanimidade Gilberto Tomazoni como CEO Global da companhia. Tomazoni é executivo da JBS desde 2013 e tem mais de 35 anos de experiência em posições de liderança no setor de alimentos. No último ano, ocupou a posição de COO da JBS, período em que esteve diretamente envolvido na estratégia de negócios da JBS globalmente.

Renova Energia (RNEW11): A Renova Energia recebeu uma proposta vinculante da AES Tietê Energia para a aquisição da totalidade de sua participação no Complexo Eólico Alto Sertão III, por um valor não revelado, informou a empresa em fato relevante divulgado na noite de terça-feira.

BR Malls (BRML3): A BR Malls confirmou, em comunicado divulgado na noite de ontem (4), que apresentou no fim de novembro uma proposta indicativa e não vinculante para a compra da participação do Grupo Almeida Jr., de Santa Catarina, em seis shoppings centers.

Petrobras (PETR4): A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Sem Limites, 57ª fase da Operação Lava-Jato, voltada para a apuração de uma suposta organização criminosa estruturada para lesar a Petrobras em sua área de trading, responsável pelos negócios de compra e venda de petróleo e derivados envolvendo a estatal e empresas estrangeiras.

Recomendação de ativos

Suzano (SUZB3): Os analistas do BB Investimentos reajustaram o preço-alvo da Suzano para R$ 59 no final de 2019. Segundo o banco, a recomendação outperform foi mantida por boas perspectivas.

Klabin (KLBN11): Para a Klabin, os analistas optaram por reajustar o preço-alvo para R$ 27 no final de 2019. A recomendação outperform foi mantida.

Valid (VLID3): O Itaú BBA rebaixou o preço-alvo da Valid de R$ 29 para R$ 22. A recomendação outperform foi mantida.

Light (LIGT3): Para a Light, a equipe do JP Morgan decidiu rebaixar a recomendação para neutral e estabeleceu o preço-alvo em R$ 16,50 para o final de 2019.

Notícias

Minério de ferro: Mais uma vez, a sessão desta quarta-feira foi marcada pela valorização dos contratos futuros do minério de ferro, negociados na bolsa de mercadorias de Dalian, na China. O ativo registou alta de 2,58%, encerrando o dia a 478,00 iuanes por tonelada.

Dólar: O dólar opera queda na abertura dos negócios nesta quarta-feira (5). Às 9h16, a moeda norte-americana caía 0,50%, vendida a R$ 3,8389. (G1)

Agenda econômica 

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